Capítulo 01

Instalação

CNC Code Desktop O aplicativo pode ser baixado em cncsimulator.it — não na Mac App Store nem na Microsoft Store — e está disponível tanto para macOS quanto para Windows. Em ambos os casos, a instalação leva apenas alguns minutos e o aplicativo possui assinatura digital: vamos ver o que isso significa e como proceder em cada sistema.

1.1 Instalação no macOS

Na página do produto no site, baixe um arquivo .dmg. Ao abrir-lo, aparece esta janela:

Janela de instalação do DMG no macOS — ícone CNC CODE e pasta Aplicativos
O DMG do CNC Code — arraste o ícone para a pasta “Aplicativos” para instalar

Arraste ou ícone do CNC CODE para a pasta Aplicativos (a setinha no ícone da pasta indica isso) e o aplicativo estará instalado. A partir desse momento, você o encontrará como qualquer outro aplicativo, no Launchpad ou na pasta Aplicativos.

1.2 Instalação no Windows

Na página do produto no site, clique em “Download” Windows para baixar o instalador .exe.

Página do produto CNC Code Desktop — botão “Download” Windows
A página do produto em cncsimulator.it — botão “Download” Windows

O aviso de Windows — e por que você pode confiar nele

Na primeira vez em que o instalador é executado, o Windows exibe este aviso:

Aviso do Windows Defender SmartScreen — PC protegido pelo Windows
"PC protegido pelo Windows" — O Microsoft Defender SmartScreen ainda não reconhece o aplicativo

Não se trata de um erro nem de um problema do nosso software: o SmartScreen exibe esse aviso para qualquer aplicativo novo que ainda não tenha acumulado “reputação” junto à Microsoft, mesmo que esteja devidamente assinado — isso é normal nos primeiros momentos após a ativação de um certificado. A questão é: o que acontece se você clicar em Mais informações:

Aviso expandido do SmartScreen — Autor: CNC Simulator ITALIA, de Benedetto Antonio, Spilimbergo, Friuli-Venezia Giulia, IT
Ampliando o aviso: o aplicativo e o autor estão claramente indicados — CNC Simulator ITALIA, de Benedetto Antonio, Spilimbergo (PN)
💡
É aqui que a assinatura digital realmente se destaca: no campo “Autor”, aparece o nome legal real da empresa e sua origem — e não “editor desconhecido”. Se você vir o nosso nome, saberá que o arquivo é autêntico e poderá clicar com tranquilidade em “Executar mesmo assim” para continuar.

O assistente

A partir daqui, trata-se de uma instalação clássica Windows: idioma, licença de uso, pasta de destino, um possível ícone na área de trabalho e pronto.

Seleção do idioma de instalação
Idioma da instalação
Tela de boas-vindas da instalação
Bem-vindo à instalação
Contrato de Licença de Uso
Contrato de Licença (EULA)
Seleção da pasta de instalação
Pasta de instalação
Opção de ícone na área de trabalho
Ícone na área de trabalho (opcional)
Resumo pronto para instalação
Pronto para instalação
Instalação em andamento, extração dos arquivos
Instalação em andamento
Instalação concluída com sucesso
Concluída — pronta para ser colocada em operação

Ao final, com a opção “Executar CNC Code” marcada, ao clicar em “Concluir”, o aplicativo é aberto diretamente:

CNC Code Desktop publicado pela primeira vez em Windows
CNC Code Desktop: iniciado e pronto — a mesma tela inicial do macOS

1.3 Assinatura digital — em ambas as plataformas

Um detalhe que vale a pena destacar: o CNC Code Desktop está assinado digitalmente tanto no macOS quanto no Windows, com um certificado válido emitido para a CNC Simulator ITALIA — não se trata de um arquivo executável anônimo baixado da internet.

SistemaO que acontece na prática
macOS O aplicativo está assinado com um certificado Apple Developer ID e autenticado pela Apple — o Gatekeeper não exibe nenhum aviso.
Windows O instalador está assinado com um certificado de assinatura de código. No início, o SmartScreen pode, mesmo assim, exibir o aviso “PC protegido por Windows” (isso acontece com qualquer aplicativo novo, independentemente da assinatura) — mas, ao expandi-lo, ele mostra nosso nome real como autor, e não “editor desconhecido”: a prova de que o arquivo é autêntico.
💡
A assinatura digital não é um detalhe técnico invisível: é a garantia de que o arquivo que você está instalando é exatamente aquele que nós publicamos, sem nenhuma alteração indevida ao longo do processo. É o mesmo nível de verificação que você encontra em softwares profissionais, e não em simples projetos amadores.
Capítulo 02

A tela principal

Ao abrir o aplicativo CNC Code na área de trabalho, a primeira coisa que você vê é a tela principal. Esse é o ponto de partida de todo o aplicativo: a partir daqui, você escolhe a marca do CNC, seleciona o módulo (Torno ou Fresadora) e acessa todas as funções do aplicativo.

Tela principal CNC Code Desktop
Tela principale — CNC Code Desktop v30.6

2.1 Visão geral

A tela está dividida em três áreas principais que funcionam em conjunto:

ÁreaLocalizaçãoFunção
Painel esquerdoColuna da esquerdaLista das marcas de CNC disponíveis
Área centralÁrea principalApresentação e inicialização do simulador selecionado
Barra superior (cabeçalho)Na parte superior da janelaLogotipo, perfil da licença e acesso rápido às funções

Na parte inferior da janela, você encontra a barra de direitos autorais com o número da versão instalada (por exemplo, V30.6.11.84).

2.2 Painel esquerdo — Brand CNC

O painel à esquerda é o seu seletor de marcas e comando CNC. Na parte superior, você encontra duas abas que filtram a lista de acordo com o tipo de máquina:

TabConteúdo
TORNO Marcas e comandos específicos para tornos CNC
Fresadora Marcas y comandos específicos para fresadoras CNC

As marcas disponíveis (seção OUTROS) são: BENNET, DMG MORI, FANUC, HAAS, HEIDENHAIN, MAZAK, MITSUBISHI, OKUMA.

Favoritos ☆

À direita de cada marca, você encontrará uma estrelinha. Toque nela para adicioná-la aos favoritos: a marca passará para o topo da lista, tornando o acesso rápido nas próximas sessões. Mantenha pressionado sobre um favorito para alterar a ordem.

💡
Dica: se você sempre usa a mesma marca (por exemplo, FANUC), adicione-a aos favoritos na primeira vez que abrir o aplicativo. Assim, você sempre a encontrará no topo, sem precisar rolar a lista.

Botões na parte superior do painel

↺
Atualizar
Atualizar a lista de marcas e comandos disponíveis
+
Adicionar
Adiciona um comando personalizado (Comando Custom)

2.3 Área central — A frota de veículos

A área central não é o simulador propriamente dito, mas sim o carrossel da frota de máquinas: uma seleção que vai mudando das máquinas-ferramentas disponíveis no aplicativo. Deslize para a esquerda ou para a direita usando as setas laterais para percorrer as máquinas, escolha a que você precisa e pressione “Iniciar” para acessá-la.

Ficha técnica

Cada máquina no carrossel exibe, no canto superior esquerdo, uma ficha com suas principais características técnicas. Exemplo para a fresadora CNC:

ParâmetroValor (exemplo: fresadora)
Corrida X500 mm
Corrida Y400 mm
Corsa Z300 mm
Rotação da árvoremáx. 12.000 rpm
Avançomáx. 10.000 mm/min
EixosX · Y · Z
Magazine de ferramentas50 ferramentas, troca automática
ℹ️
As especificações variam de máquina para máquina. Leia-as antes de iniciar a operação para garantir que você selecione a máquina certa para a sua usinagem.

Navegação no carrossel ‹ ›

As setas laterais (‹ à esquerda, › à direita) percorrem o carrossel entre as máquinas disponíveis: torno, fresadora e futuras máquinas que serão adicionadas com as atualizações.

Botão Iniciar

Depois de encontrar a máquina que você precisa, aperte o botão verde ▶ Iniciar na parte inferior: o aplicativo carrega a máquina selecionada com a marca de CNC escolhida no painel esquerdo e leva você diretamente para a simulação.

2.4 Barra superior (Cabeçalho)

Na parte superior da janela, no centro, você encontra o logotipo da CNC CODE, com o selo do perfil de licença ativo logo abaixo (por exemplo, Empresas, Particular, Escola).

À direita do logotipo, há uma fileira de 13 ícones de acesso rápido às seções principais do aplicativo. Vamos analisá-los em detalhes no Capítulo 3.

2.5 Menu do sistemamacOS

Na barra de menus do macOS (na parte superior da tela), você encontrará as opções:

EntradaConteúdo
VisualizarOpções de exibição da interface
FerramentasAcesso rápido às ferramentas (calculadora, conversões, etc.)
MétricaTabelas métricas e referências técnicas
CalculadoraCalculadora integrada
Código G/MReferência rápida aos códigos G e M
💡
Apenas macOS: essa barra está disponível exclusivamente na versão para desktop macOS. Nos sites Windows e Linux, as mesmas funções podem ser acessadas por meio dos ícones no cabeçalho.
Capítulo 03

A Barra Superior

A barra superior do aplicativo fica sempre visível na parte superior da tela principal. Ela contém 13 ícones que oferecem acesso direto às principais funções sem a necessidade de navegar pelos menus. Ao passar o cursor sobre cada ícone, aparece uma dica de texto com o nome da função.

Barra superior — todos os ícones
A barra superior com os 13 ícones de navegação rápida rápida

3.1 Visão geral dos ícones

#ÍconeNomeFunção
1🔍PesquisaAbrir a pesquisa global no aplicativo
2🏠InícioVoltar à tela principal
3⚙️Torno ABLAcesso rápido ao simulador do torno
4⚙️FresadoraABMAcesso rápido ao simulador da fresadora
5🔢ParâmetrosCalculadora de parâmetros de corte
6↔️ConversorConversor de medidas
7📏MétricaTabelas do Sistema Métrico ISO
8📖ManualManual do usuário do aplicativo
9👤SuporteContatos e suporte técnico
10☁️BackupBackup e recuperação de dados
11🎨TemaAlterar tema (escuro / claro)
12🌐IdiomaSeleção do idioma do aplicativo
13✅ContaGerenciamento de contas e licenças

3.2 Pesquisa

A lupa abre o painel de pesquisa global: uma sobreposição escura que aparece sobre o aplicativo sem interromper o que você está fazendo. Você pode fazer a pesquisa a partir de qualquer tela — não é preciso voltar à tela do Início.

Estado inicial

Pesquisa — estado inicial
O painel de pesquisa recém-aberto — pronto para receber entradas

Assim que é aberto, o painel exibe o campo de texto com o placeholder “Pesquisar marcas, comandos, códigos G/M...” e, no centro, a mensagem “Pesquise algo... Marcas, comandos, Códigos G/M”, que indica as três categorias nas quais o mecanismo de busca opera.

O botão vermelho ✕ no canto superior direito fecha o painel e volta à tela anterior.

Pesquisa em tempo real

Pesquisa — resultados para G7
Pesquisa por “G7” — 23 códigos encontrados, agrupados por categoria

Assim que você começa a digitar, os resultados aparecem instantaneamente sem precisar pressionar Enter. No exemplo, ao digitar “G7”, o aplicativo retorna 23 códigos que contêm essa sequência, agrupados na categoria Códigos.

Como interpretar os resultados

Cada resultado da lista exibe:

ElementoDescrição
Crachá azulO código G ou M (por exemplo, G70, G71...)
Título em negritoO nome da função (por exemplo, Ciclo de acabamento)
Texto cinzaBreve descrição da função
MarcaA marca CNC à qual esse código pertence (ex.: Marca: BENNET)
Seta ›Toque para abrir a ficha detalhada do código

Categorias de pesquisa

O mecanismo de busca abrange três áreas simultaneamente:

🏭
Marca
Encontre marcas de CNC por nome (FANUC, HAAS, MAZAK...)
🖥️
Comandos
Encontre comandos específicos associados às marcas
📋
Códigos G/M
Pesquisar por código (G70, M03...) ou por nome da função
💡
Dica prática: se você não se lembrar em qual marca um determinado ciclo está disponível, procure-o pelo nome (por exemplo, “desbaste”) — o aplicativo mostra todos os códigos que implementam essa função em todas as marcas instaladas.

Apagar a pesquisa e fechar

O botão amarelo ✕ que aparece à direita do campo de texto apaga o texto digitado e zera os resultados, sem fechar o painel. Já o botão vermelho ✕ no canto superior direito fecha o painel completamente.

3.3 Início

Ícone Início
Ícone Início

A casinha sempre leva você de volta à tela principal, independentemente da seção em que você estiver. É o ponto de retorno rápido do aplicativo.

3.4 Torno ABL

Ícone do torno “ABL”
Ícone do torno ABL — acesso rápido ao torno

Leva diretamente à máquina-ferramenta (torno) da marca selecionada. Abordaremos esse assunto em detalhes na seção dedicada ao simulador de torno.

3.5 FresadoraABM

Ícone da fresadora ABM
Ícone da fresadora ABM — acesso rápido à fresadora

Leva diretamente à máquina-ferramenta fresadora da marca selecionada. Abordaremos esse assunto em detalhes na seção dedicada ao simulador de fresadora.

3.6 Parâmetros

Seção Parâmetros — Parâmetros de fresamento
Seção Parâmetros — guia “Fresas”, com os campos de entrada

A seção “Parâmetros” é a calculadora de corte integrada ao aplicativo. Insira os dados da sua usinagem e o aplicativo calcula automaticamente todos os parâmetros necessários para programar a máquina CNC: velocidade de corte, rotação, avanço por dente e avanço total. Sem cálculos manuais, sem erros.

Tipos de usinagem disponíveis (aba)

Na parte superior da seção, você encontra 8 abas, uma para cada categoria de ferramenta/usinagem:

TabUsinagem
FresasFresamento com fresas de topo, frontais e de disco
BrocasFuração com brocas helicoidais
ExterioresTorneamento externo (desbaste, acabamento, faceamento)
InterioresTorneamento interno (alargamento, mandrilamento com ferramenta)
MotorizadosFerramentas motorizadas no torno (live tooling)
Filett. Int.Rosqueamento interno (matrizes, ciclos G84/G76)
Rosca externaRosqueamento externo (matrizes, ciclos G76/G92)
AlargamentoAlargamento de precisão com alargadores

Campos de preenchimento — o que inserir

Para cada aba, o aplicativo solicita um conjunto de valores. Exemplo para a aba “Fresas”:

CampoO que inserirPara que serve
Material O material da peça a ser usinada (aço, alumínio, ferro fundido, aço inoxidável, titânio...) Determina a velocidade de corte recomendada Vc [m/min] — cada material possui sua própria resistência ao corte
Operação Tipo de usinagem: Desbaste ou Acabamento O desbaste utiliza um Vc mais baixo e avanços maiores; o acabamento utiliza um Vc mais alto e avanços reduzidos para obter uma melhor qualidade da superfície
Material de ferramentas HSS, Metal duro (HM/Carburo), Cerâmica, CBN... As ferramentas de carboneto suportam velocidades de corte (Vc) muito mais altas do que as de HSS — o cálculo muda de acordo com isso
Diâmetro (mm) O diâmetro da fresa ou da broca em milímetros Fundamental para calcular n: para um mesmo valor de Vc, uma ferramenta menor deve realizar mais rotações por minuto
N. de arestas de corte O número de arestas de corte (dentes) da ferramenta Mais dentes → maior avanço total, considerando o mesmo avanço por dente
Profundidade (mm) Profundidade axial da passada (ap) em milímetros Influencia o esforço de corte e a escolha do avanço recomendado por dente
Largura (mm) Largura da passada radial (ae) em milímetros Determina a carga radial da fresa — influencia a potência necessária e o avanço sustentável

As fórmulas utilizadas pela calculadora

Depois de clicar em “Calcular parâmetros”, o aplicativo aplica as fórmulas padrão da engenharia mecânica. Você não precisa decorá-las — o aplicativo cuida disso —, mas é útil entender o que está por trás disso:

Parâmetro calculadoFórmulaUnidade
Rotação (n) n = (Vc × 1000) / (π × D) rotações/min — RPM
Avanço por dente (fz) Com base em tabelas internas, de acordo com o material, a ferramenta e o tipo de operação mm/dente
Avanço da mesa (Vf) Vf = fz × z × n mm/min → valor F no programa CNC
Velocidade de corte (Vc) A partir das tabelas internas de materiais/ferramentas — ponto de partida do cálculo m/min

Legenda dos símbolos:

SímboloSignificado
VcVelocidade de corte [m/min] — depende do material da peça e do material da ferramenta
DDiâmetro da ferramenta [mm]
πPi ≈ 3,14159
fzAvanço por dente [mm/dente]
zNúmero de arestas de corte (dentes) da ferramenta
nRotação da árvore [RPM]
VfVelocidade de avanço da mesa [mm/min] — o valor F a ser inserido no programa CNC
ℹ️
Os valores recomendados de Vc e fz estão armazenados no aplicativo em tabelas técnicas baseadas nas normas dos principais fabricantes de ferramentas. Esses são valores iniciais ideais — na oficina, eles podem ser ajustados de acordo com o estado da máquina, a rigidez da configuração e a qualidade superficial exigida.
💡
Uso prático: selecione a aba correta para a sua ferramenta, insira os valores, clique em “Calcular parâmetros” e transcreva diretamente n e Vf no programa CNC. Sem cálculos manuais, sem risco de erros.

3.7 Conversor

Seção Conversor — guia Comprimento
Seção Conversor — guia Comprimento com conversões bidirecionais

O Conversor é uma ferramenta de conversão rápida entre unidades de medida do sistema métrico (ISO) e do sistema imperial (polegadas), indispensável ao trabalhar com desenhos americanos, ferramentas importadas ou máquinas com comando em polegadas. Todas as conversões são bidirecionais: você pode inserir o valor em um dos dois campos e o resultado aparece instantaneamente no outro.

Categorias disponíveis (aba)

O conversor está organizado em abas por unidade de medida:

TabGrandezaAplicação típica em CNC
ComprimentoMedidas linearesCota da peça, cursos da ferramenta, deslocamento
VelocidadeVelocidade de avanço e de corteConverter F [mm/min] ↔ [in/min], Vc [m/min] ↔ SFM
TemperaturaTemperaturasTemperatura do fluido de corte, especificações dos materiais
ÂângulosMedidas angularesÂngulos de ferramentas, inclinações, graus ↔ radiantes
PressãoPressõesPressão do fluido de corte, bloqueio pneumático [bar ↔ PSI]
RotaçãoVelocidade de rotaçãoRotação da árvore [RPM] ↔ rad/s
PotênciaPotência da máquinaPotência da árvore [kW ↔ HP]

Guia “Comprimento” — em detalhes

A aba mais usada na oficina. Contém três conversores sobrepostos, cada um com uma nota contextual que lembra a convenção de referência:

ConversãoUnidadeNota do aplicativoQuando se usa
Milímetros ↔ Polegadas mm ↔ pol. "Conversão padrão CNC: 1 polegada = 25,4 mm" Cotas em desenhos americanos, ferramentas em polegadas (por exemplo, fresas Weldon), configurações G20/G21
Metros ↔ Pés m ↔ pés "Comprimento maior: 1 metro = 3,28084 pés" Cursos da máquina, comprimentos das barras, documentação técnica anglo-saxônica
Micron ↔ Milésimos μm ↔ milésimo de polegada "Precisão de usinagem: 1 thou = 25,4 mícrons" Tolerâncias de precisão, rugosidade e folgas de ajuste com especificações em milésimos de polegada
ℹ️
O thou (milésimo de polegada, 0,001") é a unidade de precisão do sistema imperial. Muito utilizada nos setores aeronáutico e médico dos Estados Unidos. 1 thou = 25,4 μm — equivale aproximadamente à margem de tolerância de uma usinagem de precisão média.

Como funciona a conversão bidirecional

Cada conversor possui dois campos conectados por uma seta ↔. Insira o valor em qualquer um dos dois campos — o resultado aparece automaticamente no outro sem precisar pressionar nenhuma tecla. Você pode começar por qualquer uma das unidades, sem diferença.

💡
Caso de uso clássico: você tem um desenho com cotas em polegadas e a máquina trabalha em mm. Abra o Conversor → guia Comprimento → insira o valor em polegadas no campo “em” → veja o resultado em mm no campo “mm”. Cinco segundos, sem erros de conversão.

3.8 Métrica

Sistema Métrico ISO — tela principal
Sistema Métrico ISO — as 5 seções disponíveis com o sistema de favoritos

A seção Métrica é o manual técnico integrado ao aplicativo: reúne em um único lugar todas as referências normativas ISO de uso diário na oficina — roscas, tolerâncias, geometrias, rugosidade e cálculo geométrico do triângulo. Chega de folhear tabelas impressas.

Sistema de Favoritos

Na parte superior da tela, você encontra a seção FAVORITOS (⭐) com os itens que você usa com mais frequência. Para adicionar um item aos favoritos, toque na estrelinha ☆ ao lado do nome — ela se transforma em ⭐ e sobe para o topo da lista. Para alterar a ordem, mantenha pressionado e arraste. O botão ↺ no canto superior direito restaura a ordem padrão.

As 5 seções disponíveis

SeçãoConteúdoPadrão
RoscasTabelas de roscas métricas e imperiaisISO Métrico, UNC, UNF
TriânguloCalculadora geométrica de triângulosTrigonometria aplicada
TolerânciasCálculo de desvios dimensionaisISO 286, ISO 2768
GeometriasSímbolos e definições de tolerâncias geométricasISO 1101
RugosidadeRa, Rz e tabelas de referência de acabamentoISO 4287

Roscas

Roscas — seleção padrão e tipo
Roscas — padrão ISO métrico, tipo parafuso/porca, diâmetro e passo

Selecione a norma, o tipo e o diâmetro para obter o passo e todos os dados do rosqueamento:

CampoOpçõesDescrição
Padrão M – ISO Métrico, UNC, UNF M ISO Métrico (ISO 68-1): roscas métricas padrão europeias (M3, M6, M10...)
UNC – Unified National Coarse: passo grosso, sistema imperial americano
UNF – Unified National Fine: passo fino, sistema imperial americano
Tipo Parafuso / Porca Parafuso: rosqueamento externo (macho) — parafusos, pinos
Porca: rosqueamento interno (fêmea) — porcas, furos roscados
Diâmetro Menu suspenso com todos os diâmetros do padrão selecionado Diâmetro nominal (por exemplo, M10 = Ø10 mm)
Passo Preenchido automaticamente Distância em mm entre duas roscas consecutivas — é atualizada automaticamente quando o diâmetro muda
💡
Uso na programação CNC: o passo é o valor K a ser inserido nos ciclos de rosqueamento G76 e G92. Consulte aqui para nunca errar.

Calculadora de triângulos

Calculadora de triângulos
Calculadora de triângulos — insira pelo menos 3 valores entre lados e ângulos

Resolve qualquer triângulo genérico a partir de pelo menos 3 valores conhecidos entre lados e ângulos — qualquer combinação funciona. O diagrama mostra os vértices A, B, C, os lados a, b, c e a altura h.

GrupoCampoUnidade
LadosLado a — oposto ao vértice Amm
Lado b — oposto ao vértice B (base)mm
Lado c — oposto ao vértice Cmm
ÂângulosÂngulo α — em Agraus °
Ângulo β — em Bgraus °
Ângulo γ — em Cgraus °

Clique em “Calcular” para obter todos os valores ausentes (teorema dos senos e dos cossenos). “Redefinir” zera tudo.

💡
Indispensável para calcular coordenadas de furação em planos inclinados, cotas de pontos em perfis angulares ou verificar geometrias de raios de concordância e chanfros quando o desenho contém cotas parciais.

Tolerâncias

Tolerâncias ISO 286 — resultado 10H8
Tolerâncias ISO 286 — Furo 10H8: desvios de +0,000 / +0,022 mm, tolerância total de 0,022 mm

Calcule os desvios dimensionais de acordo com a norma ISO 286 (ajustes eixo/furo) e a norma ISO 2768 (tolerâncias gerais).

CampoOpçõesDescrição
Tipo Furo / Eixo Furo: tolerância na peça fêmea (letras maiúsculas: H, G, F...)
Eixo: tolerância na peça macho (letras minúsculas: h, g, f...)
Dimensão nominal Valor em mm Diâmetro nominal do furo ou do eixo
Classe de tolerância Letra ISO Posição da faixa de tolerância em relação à cota nominal (H = base do furo, desvio inferior = 0)
Grau IT1 → IT16 Qualidade da tolerância: IT baixo = tolerância estreita (alta precisão), IT alto = tolerância ampla

Resultados calculados (exemplo 10H8):

ResultadoValor de exemploSignificado
Desvio Inferior (EI)+0,000 mmDesvio mínimo permitido em relação à cota nominal
Desvio Superior (ES)+0,022 mmDesvio máximo permitido em relação à cota nominal
Valor máximo10.022 mmDimensão máxima aceitável
Valor mínimo10.000 mmDimensão mínima aceitável
Tolerância Total0,022 mmAmplitude do intervalo de tolerância (ES − EI)
ℹ️
10H8 = furo de Ø10 mm, classe H (desvio inferior = 0), grau IT8. Ajuste com folga típica para pinos com movimento livre e buchas de bronze.

Geometrias ISO

Geometrias ISO — lista de tolerâncias geométricas
Geometrias ISO — dicionário visual das tolerâncias geométricas da norma ISO 1101

Dicionário visual de tolerâncias geométricas de acordo com a norma ISO 1101. Selecione um item da lista para ver sua definição, símbolo GD&T e exemplos de aplicação.

SímboloTolerânciaCategoriaO que ele verifica
Tolerâncias de forma
⏤RetilineidadeFormaO grau de desvio de um elemento linear em relação a uma reta ideal. Aplicável a arestas, eixos e geradoras de cilindros.
⏥PlanicidadeFormaO grau de desvio de uma superfície em relação a um plano ideal. Fundamental para superfícies de referência e planos de ajuste.
○CircularidadeFormaO quanto uma seção circular se desvia do círculo perfeito. A medida é feita seção por seção, e não no cilindro inteiro.
⌭CilindricidadeFormaDesvio combinado de retilineidade + circularidade em toda a superfície cilíndrica. A tolerância mais restritiva para eixos de precisão.
⌒Forma e linhaFormaTolerância em perfis 2D de qualquer formato (por exemplo, perfis curvos, raios de concordância complexos). Requer um ponto de referência.
⌓Forma da superfícieFormaTolerância em superfícies 3D de qualquer formato. Utilizada para superfícies esculpidas e perfis CAM.
Tolerâncias de orientação
∥ParalelismoOrientaçãoO grau de paralelismo de um elemento em relação a um ponto de referência. Aplicável a planos, eixos e retas em relação a um plano ou eixo de referência.
⊥PerpendicularidadeOrientaçãoO grau em que um elemento é perpendicular a um ponto de referência. Utilizado para saliências de torneamento, furos ortogonais e pinos de referência.
∠AngularidadeOrientaçãoO grau em que um elemento respeita um ângulo teórico em relação a um ponto de referência. Para superfícies inclinadas, encaixes em cauda de andorinha e planos angulares.
Tolerâncias de posição
⊕LocalizaçãoLocalizaçãoDesvio da posição real de um elemento (furo, aresta, eixo) em relação à posição teoricamente exata. É a mais utilizada para padrões de furos.
◎Concentricidade / CoaxialidadeLocalizaçãoQuando o eixo de um elemento coincide com o eixo de um ponto de referência. Concentricidade para seções 2D, coaxialidade para eixos 3D. Típico para eixos em rotação.
⊜SimetriaLocalizaçãoO grau de simetria de um elemento em relação a um plano mediano de referência. Para ranhuras, linguetas e perfis simétricos.
Tolerâncias de batimento
↗Batimento circularBatimentoVariação radial ou axial medida em uma única seção durante uma rotação completa em torno do eixo de referência. Indica excentricidade e ondulação seccional.
⇗Batimento totalBatimentoÉ semelhante ao batimento circular, mas medida em toda a superfície durante a rotação. Abrange forma, posição e orientação em uma única verificação. É a mais rigorosa entre as tolerâncias de batimento.
💡
Cada item no aplicativo exibe o símbolo padrão da ISO usado na legenda do desenho, para que você possa interpretar imediatamente as especificações de GD&T sem precisar pesquisar o manual de normas. As tolerâncias de batimento são particularmente importantes no torneamento: o batimento circular é verificado diretamente no comparador durante o teste.

Rugosidade superficial

Rugosidade superficial — Ra x Rz e tabelas ISO
Rugosidade superficial — teoria Ra/Rz e tabelas ISO com símbolos de usinagem

Explica os parâmetros de acabamento superficial e fornece as tabelas ISO para associar os símbolos no desenho aos processos de usinagem que os produzem.

ParâmetroNomeO que mede a medida
Ra Rugosidade média aritmética Média aritmética dos desvios absolutos do perfil em relação à linha média. O parâmetro mais utilizado na indústria — fornece um valor “médio” da rugosidade, menos sensível a picos isolados.
Rz Altura média das irregularidades Média das alturas pico-vale em 5 amostras contíguas. Mais sensível a irregularidades extremas. Fundamental para aplicações de vedação (juntas, O-rings). Relatório: Rz ≈ 4–5 × Ra

Tabela de símbolos de usinagem ISO:

SímboloUsinagem tradicionalRa indicativo
▽Torneamento, fresamento de desbasteRa 6,3 – 25 μm
▽▽Fresamento de precisão, retificaçãoRa 1,6 – 6,3 μm
▽▽▽Lapidação, acabamento superfinoRa 0,4 – 1,6 μm
▽▽▽▽Polimento, amaciamentoRa < 0,4 μm
ℹ️
Quanto mais triângulos ▽ no desenho, mais lisa é a superfície, o que implica uma usinagem mais refinada e mais cara. Esta tabela permite que você escolha a usinagem correta para atender às especificações do projetista.

3.9 Manual

Manual do DesktopCNC Code
O ícone “Manual” abre este mesmo manual no navegador do sistema

No desktop, o ícone “Manual” abre diretamente este manual no navegador do sistema. Você já está aqui — está lendo exatamente o que aparece ao clicar nesse ícone.

O manual está organizado com uma barra lateral de navegação à esquerda que acompanha a posição de leitura em tempo real, capítulos numerados e subseções para cada função do aplicativo. Ele é atualizado continuamente a cada nova versão do CNC Code.

ℹ️
Requer conexão com a internet. Para acessá-lo offline, salve a página no navegador com Cmd + S (macOS) ou Ctrl + S (Windows/Linux).

3.10 Suporte

Seção de Suporte — formulário de contato
Seção de Suporte — formulário de contato direto com a equipe CNC Simulator Italia

A seção Suporte contém um formulário de contato direto com a equipe do CNC Simulator Italia. Você pode relatar bugs, solicitar suporte técnico ou enviar qualquer dúvida sem sair do aplicativo.

Campos do formulário

CampoObrigatórioDescrição
Estou entrando em contato com vocês para... Sim Menu suspenso para selecionar o motivo do contato (por exemplo: relatório de bug, solicitação de recurso, suporte à licença, informações comerciais...)
Nome Sim * Seu nome
Sobrenome Sim * Seu sobrenome
Meu e-mail Sim O endereço de e-mail para o qual a equipe responderá. Ele é preenchido automaticamente com o e-mail da sua conta CNC Code.
Minha mensagem Sim O texto da sua mensagem. Quanto mais detalhes você fornecer (versão do aplicativo, sistema operacional, passos para reproduzir o problema), mais rápida será a resposta.
Anexos Não Você pode anexar até 3 capturas de tela usando o botão “Adicionar captura de tela”. Isso é útil para mostrar visualmente um bug ou um comportamento anormal.

Enviar

Clique no botão laranja ▶ Enviar, na parte superior do formulário, para enviar a mensagem. Você receberá uma resposta por e-mail no endereço indicado no campo E-mail — normalmente dentro de 24/48 horas em dias úteis.

Como entrar em contato conosco

Além do formulário integrado ao aplicativo, você pode entrar em contato conosco por meio destes canais:

CanalQuando usar
Formulário no aplicativo (esta seção) Para qualquer solicitação — bugs, dúvidas técnicas, pedidos de comandos personalizados. Este é o canal preferencial, pois inclui automaticamente as informações da conta.
cncsimulator.it Para informações comerciais, compra de licenças para escolas, orçamentos corporativos e documentação para verificações personalizadas.
E-mail direto Caso o formulário não esteja disponível por qualquer motivo, escreva para o endereço indicado no site. Sempre informe a versão do aplicativo e o sistema operacional.
💡
Como relatar um bug de forma eficaz: sempre anexe uma captura de tela do problema e descreva os passos exatos para reproduzi-lo — sistema operacional, versão do aplicativo, marca do CNC selecionada. A equipe responde muito mais rapidamente quando tem todas as informações necessárias para entender o que aconteceu, sem precisar perguntar.
ℹ️
Somos uma equipe pequena e cuidamos diretamente do desenvolvimento, do suporte e do treinamento. Não há nenhum call center envolvido — quando você nos escreve, fala diretamente com quem escreveu o código.

3.11 Backup

Tela “Backup e Restauração”
Backup e Restauração — backup completo dos dados pessoais

A seção Backup e Restauração permite salvar em um único arquivo todo o trabalho de personalização acumulado ao longo do tempo e recuperá-lo a qualquer momento, mesmo em outro dispositivo ou após uma reinstalação.

O que é salvo

O backup inclui todos os dados personalizados do aplicativo:

  • Códigos G/M personalizados — todos os códigos adicionados ou editados em relação ao padrão
  • Marcas e comandos personalizados — os comandos CNC adquiridos ou configurados manualmente
  • Programas de torno salvos — os programas em G-code gravados no simulador de torno
  • Configurações de preferências — idioma, tema, layout e outras configurações do usuário

Os dados padrão do aplicativo (já presentes na instalação) não são incluídos porque já estão incorporados ao próprio aplicativo e não correm o risco de se perder.

Criar backup ☁

O botão verde ☁ Criar backup gera um arquivo .cnc que contém todos os dados listados acima. O sistema abre o painel de salvamento do sistema operacional (Finder em macOS, Explorador de Arquivos em Windows), onde você pode escolher o nome e o local do arquivo. Guarde esse arquivo em um local seguro — pasta do iCloud, Google Drive, pen drive — para não perdê-lo em caso de falha no disco.

💡
Um bom hábito: faça um backup antes de cada atualização do aplicativo e sempre que adicionar uma nova marca ou um programa importante. Um minuto dedicado ao backup pode poupar horas de reinserção de dados.

Restaurar a partir do backup ☁

O botão azul ☁ “Restaurar a partir do backup” abre o painel de seleção de arquivos do sistema operacional. Escolha o arquivo “.cnc” salvo anteriormente e o aplicativo importará automaticamente todos os dados nele contidos, substituindo os atuais.

ℹ️
A restauração sobrescreve os dados existentes: se, nesse meio tempo, você tiver adicionado novos códigos ou programas que não estavam no backup, eles serão perdidos. Antes de restaurar a partir de um backup antigo, avalie se é melhor fazer primeiro um novo backup do estado atual do aplicativo.

3.12 Tema

Tela de seleção de tema
Tema — escolha entre tema escuro e tema claro

CNC Code Vem com o tema escuro como padrão — projetado para ambientes de oficina, onde as telas são usadas em condições de iluminação variável e o contraste reduzido causa menos cansaço visual durante os longos turnos. Não é preciso alterá-lo, funciona muito bem assim.

No entanto, se você preferir trabalhar com o tema claro — talvez em um monitor brilhante no escritório ou simplesmente por uma questão de gosto pessoal —, o aplicativo oferece essa opção. As opções disponíveis são:

  • Escuro — fundo preto/cinza escuro, texto e ícones com alto contraste (padrão)
  • Claro — fundo branco/cinza claro, ideal para ambientes muito iluminados

A escolha é salva permanentemente e aplicada imediatamente, sem necessidade de reinicialização. Você também pode alterar o tema pelo menu “macOS” Exibir → Alterar tema.

3.13 Língua

Tela de seleção de idioma
Idioma — seleção do idioma da interface

CNC Code Está disponível em 9 idiomas. No painel “Idioma”, você pode alterar a interface a qualquer momento sem precisar reiniciar o aplicativo — a alteração é imediata e fica salva permanentemente.

Os idiomas suportados são:

BandeiraIdiomaFalada principalmente em
🇮🇹ItalianoItália, Suíça
🇬🇧InglêsEUA, Reino Unido, Austrália, Canadá e idioma de referência internacional
🇩🇪AlemãoAlemanha, Áustria, Suíça — um mercado de CNC extremamente forte
🇫🇷FrancêsFrança, Bélgica, Suíça, Norte da África
🇪🇸EspanholEspanha, América Latina
🇵🇹PortuguêsPortugal, Brasil
🇵🇱PolonêsPolônia — um dos maiores fabricantes de máquinas-ferramentas da Europa
🇷🇴RomenoRomênia
🇹🇷TurcoTurquia — indústria metalúrgica e mecânica em forte crescimento
💡
Todos os textos da interface mudam de idioma, incluindo os nomes dos códigos G/M, as descrições das ferramentas e as mensagens de erro. Os programas em G-code que você escreve permanecem, obviamente, inalterados — o G-code é universal.

3.14 Conta

Tela “Conta e Licença”
Conta — status da licença, login/logout e gerenciamento do plano

A seção “Conta” é o centro de comando da sua licença do CNC Code. A partir daqui, você gerencia o acesso, transfere a licença para outro dispositivo e verifica o que o seu plano oferece.

Entrar e Sair

Na primeira vez que for iniciada, o aplicativo solicita que você faça login com as credenciais criadas no momento da compra em cncsimulator.it. Após o login, a sessão permanece ativa de forma permanente — você não precisa digitar a senha novamente a cada vez que abrir o aplicativo.

O botão “Sair” desconecta a conta do dispositivo atual e desativa localmente a licença do Premium. Use-o quando quiser passar o dispositivo para outra pessoa ou quando quiser transferir a licença para outro computador.

ℹ️
O selo ✅ no ícone “Conta” na barra superior fica verde quando a licença está ativa e válida. Se ele ficar vermelho ou desaparecer, acesse esta seção para verificar o status — ela pode ter expirado ou estar vinculada a outro dispositivo.

Transferência de licença entre dispositivos

A licença do CNC Code é nominal e só pode estar ativa em um único dispositivo por vez. Se você tiver um novo computador ou quiser usar o aplicativo em outro dispositivo, é possível transferi-la: faça logout do dispositivo atual, faça login com as mesmas credenciais no novo dispositivo e a licença será transferida automaticamente.

⚠️
A transferência da licença é permitida apenas uma vez a cada 7 dias. Esse limite existe para impedir que a conta seja compartilhada entre vários usuários. Planeje bem o momento da transferência — se você já transferiu a licença recentemente, terá que aguardar a reinicialização semanal antes de poder transferi-la novamente.

Tipos de licença e comandos Custom

CNC Code oferece três perfis de licença, cada um destinado a uma categoria específica de usuários . A diferença mais relevante diz respeito ao acesso aos Comandos Custom — os comandos CNC personalizados, desenvolvidos sob medida para máquinas específicas (Mitsubishi , Mazak, Okuma , Siemens personalizados, etc.).

Perfil A quem se destina ControlesCustom Camada de detalhe
Particular Operador, programador, entusiasta — uso pessoal Até 2 comandos personalizados Versão básica — ciclos padrão, códigos principais
Empresa Oficinas, setores de produção, departamentos de programação Ilimitados (mediante apresentação de documentação) Versão completa — ciclos proprietários, parâmetros avançados, dialetos específicos do fabricante
Escola Instituições técnicas, centros de formação profissional Incluídos no pacote de treinamento Adaptado ao plano de estudos acordado

Licença Privada — seu espaço pessoal

A licença Privada oferece acesso completo aos simuladores (torno e fresadora), a todos os códigos G/M das marcas incluídas e às funções de cálculo. Além disso, você pode comprar até 2 comandos “Custom” — útil se você trabalhar em uma máquina específica não coberta pelas marcas padrão e precisar de um simulador fiel a esse comando. O limite de 2 é destinado ao uso individual: se precisar de mais, o perfil “Empresa” é a opção certa.

Licença Corporativa — uso profissional ilimitado

As empresas podem obter comandos Custom completos e ilimitados, desenvolvidos com o máximo nível de detalhamento: ciclos exclusivos do fabricante, parâmetros avançados, variações específicas por modelo e ano da máquina. A ativação ocorre mediante a apresentação da documentação necessária — manuais, extratos do comando, especificações técnicas — para que o simulador resultante seja 100% fiel à máquina real na oficina. Sem improvisações, sem aproximações.

Licença Escolar — formar a próxima geração

As licenças escolares são licenças múltiplas a preços vantajosos, concebidas especificamente para institutos técnicos e centros de formação profissional. O preço reduzido não é um desconto comercial qualquer: é uma escolha deliberada, pois levar a simulação CNC para as salas de aula significa investir na formação daqueles que, amanhã, estarão diante dessas máquinas nas oficinas.

A escola realiza a compra de um pacote de licenças para distribuir aos alunos — cada um acessa com suas próprias credenciais, trabalha em seu próprio dispositivo, e a instituição gerencia o parque de licenças de forma centralizada. Para obter informações sobre os pacotes para escolas e os preços exclusivos, entre em contato diretamente com o suporte pelo e-mail cncsimulator.it.

💡
Se você é professor ou responsável pela área de formação e deseja avaliar o CNC Code para a sua escola, entre em contato conosco — cuidamos diretamente da ativação e do suporte para as instituições sem recorrer a terceiros.
Capítulo 04

O cardápio “macOS”

Na versão macOS do CNC Code, na barra de menus na parte superior da tela, você encontra cinco opções dedicadas ao aplicativo: Exibir, Ferramentas, Métrica, Calculadora e G/M Code. São atalhos rápidos para as principais funções, sempre acessíveis sem precisar navegar dentro do aplicativo.

ℹ️
Apenas macOS: essa barra é exclusiva da versão para desktop macOS. Nos sites Windows e Linux, as mesmas funções podem ser acessadas por meio dos ícones no cabeçalho do aplicativo.

4.1 O menu CNC CODE

Menu CNC CODE — Novo programa, Abrir, Salvar, Sair
O primeiro menu da barra — os atalhos de teclado do programa

O primeiro menu, com o nome do aplicativo, reúne as operações básicas do programa em execução — as mesmas que, em outros sistemas operacionais, você encontra em um menu “Arquivo” separado:

EntradaAtalhoO que faz
Novo programa ⌘N Crie um programa vazio no canal ativo
Abrir… ⌘O Abre um programa a partir de um arquivo
Salvar ⌘S Salvar o programa atual
Sair ⌘Q Fechar o aplicativo
ℹ️
As três primeiras opções só ficam ativas dentro de um simulador — torno ou fresadora — onde há um programa sobre o qual se pode atuar. Na página de Início, elas permanecem desativadas: ainda não há nada para salvar ou abrir.

4.2 Exibir

Menu Exibir
Menu Exibir — duas opções: Informações sobre o torno ABL e Alterar tema

O menu Exibir contém duas opções. A primeira, Informações sobre o torno ABL, muda de nome de acordo com o comando do torno atualmente aberto — aqui, por exemplo, com um torno ABL, passa a ser “Informações sobre o torno ABL”. A segunda, Alterar tema, está sempre presente.

Informações [nome da máquina]

Informações sobre o torno ABL — desenvolvedor, descrição e especificações da máquina
Informações sobre o torno ABL — a mesma ficha técnica da Área Central, que pode ser consultada durante o trabalho

Abre uma ficha resumida do torno ativo: quem o desenvolveu, uma breve descrição e a capacidade da máquina — Ø máximo usinável, Ø máximo de fixação, comprimento máximo, barra passante, eixos e canais — a mesma ficha técnica já vista na Área Central (Capítulo 6.2), mas que pode ser acessada a qualquer momento enquanto você trabalha, sem precisar voltar à página de Início.

Para os tornos diferentes do modelo padrão, a descrição indica isso explicitamente: abra a seção “Marca” no painel esquerdo, selecione o Sistema de Comando e abra a ficha correspondente — a partir daí, crie o programa CNC, manualmente ou com o assistente automático.

ℹ️
Esta opção funciona apenas com um torno aberto: ela é específica do simulador de torno, não da fresadora. Se você selecioná-la em outra tela, o aplicativo exibirá um aviso e solicitará que você abra primeiro o simulador de torno.

Alterar tema

Alterne a interface entre o tema escuro e o tema claro — da mesma forma que o botão 🎨 na barra superior.

A diferença entre os dois temas não é tão drástica quanto se poderia esperar: o aplicativo não muda tudo de preto para branco. A mudança afeta algumas cores de forma imperceptível — nuances do plano de fundo, tons dos painéis, contraste dos ícones — para adaptar a interface à luz ambiente sem alterar drasticamente a experiência visual. Quem está acostumado com o tema escuro provavelmente nunca sentirá necessidade de mudá-lo.

A preferência é salva de forma permanente e aplicada a cada inicialização subsequente.

4.3 Ferramentas

Menu Ferramentas
Menu Ferramentas — opção dedicada ao Painel do Operador

O menu “Ferramentas” é o item do menu “macOS” dedicado principalmente às licenças educacionais e ao treinamento em sala de aula. Nele você encontra tudo o que é necessário para estudar e simular o trabalho direto no painel de uma máquina CNC — aqueles botões físicos localizados na parte frontal da máquina, com as mesmas funções reais e realistas que um operador usa diariamente na oficina.

É a ferramenta ideal para professores e alunos que desejam aprender a operar uma máquina CNC sem ter uma à sua frente: a resposta dos botões, a lógica dos estados da máquina, os feedbacks visuais — tudo baseado no comportamento real dos comandos.

Painel do Operador

O Painel do Operador interativo é aberto: uma reprodução fiel do painel físico localizado na máquina. Os botões reproduzem as funções reais — início de ciclo, parada, avanço manual dos eixos, ajuste manual de avanço e velocidade, seleção do modo (AUTO, MDI, JOG, EDIT) — com uma resposta visual e lógica semelhante à de um verdadeiro comando CNC.

Não se trata de um brinquedo educativo simplificado: a lógica de estado reflete a da máquina real. O aluno aprende onde colocar as mãos antes mesmo de tocar no ferro.

Manual do Painel

Manual do Painel de Operação
Manual do Painel — guia completo sobre cada tecla e função do painel de operação

O Manual do Painel de Operação é o guia de referência que acompanha o uso do painel interativo. Não se trata de uma simples lista de teclas: é um documento estruturado que explica o motivo de cada função — como usá-la, em qual modo ela está ativa e o que acontece na máquina quando você a pressiona.

A principal vantagem é eliminar o tempo de aprendizado na máquina. Quem estuda o manual em conjunto com o painel simulado chega diante da máquina real já sabendo onde olhar e o que tocar — sem o pânico do primeiro dia, sem erros de principiante que, nas máquinas CNC, podem sair caros.

É um verdadeiro manual técnico, baseado em um torno multimandril com comando Fanuc genérico — não é um resumo, mas sim 28 seções que vão desde o hardware físico do painel até os exercícios práticos e um questionário final com pontuação:

  • O painel de comando, composto por cinco blocos — A: tela; B: suporte de entradas/saídas; C: tecladoMDI; D: alimentação e emergência; E: painel da máquina
  • Ligar e referenciar, os modos de operação e o deslocamento manual dos eixos — JOG e HANDLE (manivela)
  • Códigos M, códigos G e ciclos fixos, sistemas de coordenadas da peça e programação em dois canais
  • Ferramentas e equipamentos, alarme e soluções, rosqueamento, usinagem em série
  • Lista de programas, memória e edição em segundo plano, gráficos de usinagem, trabalhar em MDI
  • OFS/SET — compensações e origens definidas manualmente, G41/G42 — compensação do raio de aresta de corte, limites de curso e sobrecurso
  • Contador de peças e tempos de ciclo, como ler um programa da lista com o cursor, como fazer um teste de programa
  • Exercícios práticos passo a passo e um questionário final com pontuação para avaliar o quanto foi aprendido
🔗
O manual pode ser lido ao lado do Painel do Operador dentro do aplicativo (é exatamente aquele que abre ao selecionar este item do menu), mas também pode ser consultado na íntegra fora do aplicativo: abra o Manual completo do Painel do Operador — o mesmo guia, com as mesmas figuras, que pode ser lido no navegador.
💡
Dica prática para os professores: abra o Painel do Operador e o Manual do Painel lado a lado na tela durante a aula. Cada tecla explicada no manual pode ser pressionada em tempo real no painel — teoria e prática ao mesmo tempo, sem a necessidade de um equipamento real na sala de aula.

Impressão do Manual do Painel PDF

Impressão do manual do painel de operação PDF
Impressão PDF — exportação do Manual do Painel no formato PDF

A opção “Imprimir Manual do Painel PDF” gera e baixa com um clique o Manual do Painel de Operação no formato PDF, pronto para ser impresso ou distribuído digitalmente.

Depois de clicar no item, o sistema abre o painel de impressão/salvamento do sistema operacional — no macOS, a caixa de diálogo nativa de impressão com a opção “Salvar como PDF” no canto inferior esquerdo. Escolha o destino e o arquivo é seu, sem precisar passar pelo navegador ou por serviços externos.

🔗
Se você precisar dele agora mesmo, sem abrir o aplicativo: baixe diretamente o arquivo “PDF” do Manual do Painel do Operador — o mesmo arquivo que gera esse item do menu.

Para que serve tê-lo no PDF:

  • Apostilas impressas — o professor realiza a impressão de uma cópia para cada aluno para levar para a sala de aula ou para a oficina, a fim de ter à mão durante os exercícios práticos
  • Distribuição digital — envia-se por e-mail ou carrega-se na plataforma educacional da escola (Classroom, Teams, Moodle) antes da aula
  • Consulta offline — o aluno mantém o conteúdo no celular ou no tablet, sem precisar de conexão com a internet
  • Arquivo de treinamento — o centro de treinamento o mantém em sua documentação didática, juntamente com os programas CNC de exercícios
💡
O PDF é gerado diretamente pelo aplicativo e reflete sempre a versão atualizada do manual. Se você atualizar CNC Code, gere novamente o PDF — pode haver novas funções ou esclarecimentos em relação à versão anterior.

4.4 Métrica

Sistema Métrico ISO — tabelas de referência
Métrica — o manual técnico da ISO sempre à mão

A opção Métrica → Sistema Métrico ISO abre o manual técnico integrado no aplicativo: uma coleção de tabelas de referência ISO que todo programador e operador de CNC consulta dezenas de vezes por dia, agora disponível sem sair do aplicativo e sem precisar abrir manuais impressos ou pesquisar na internet.

As tabelas disponíveis

TabelaPadrãoPara que serve
Tolerâncias e ajustes ISO 286 Graus de tolerância IT, posições fundamentais para eixos (a→z) e furos (A→Z), valores de desvio para ajustes com folga, mistos e com interferência. Indispensável quando você precisa determinar as cotas de usinagem a partir do desenho.
Rugosidade superficial ISO 4287 / ISO 1302 Valores Ra, Rz e classe de rugosidade N, com a correspondência entre o símbolo no desenho e o processo de usinagem recomendado (torneamento, retificação, etc.). Útil para definir avanços e passes finais de acordo com o acabamento desejado.
Roscas métricas ISO 68-1 / ISO 724 Passo, diâmetro nominal, diâmetro do núcleo e do flanco para roscas métricas padrão e de passo fino. Serve para calcular os ciclos de rosqueamento (G84/G76) e os diâmetros de furação pré-rosqueamento.
Geometrias e tolerâncias geométricas ISO 1101 Todos os 14 símbolos do GD&T — forma, orientação, posição, batimento — com significado e campo de aplicação. Permite interpretar as especificações geométricas no desenho sem consultar o manual de normas.

A janela em sobreposição — funciona sem que você precise fechá-la

Aí está a verdadeira vantagem em relação a um manual impresso ou a uma página da web: a janela Métrica se abre como uma janela separada e independente do aplicativo principal. Você pode posicioná-la onde quiser na tela — no ângulo, no segundo monitor, ao lado do simulador — e continuar trabalhando no programa CNC sem precisar fechá-la.

O fluxo típico na oficina ou na sala de aula é o seguinte: você tem o simulador de torno aberto, está escrevendo um ciclo de torneamento e precisa do diâmetro do núcleo para um M16. Você abre o Metrica, acessa a tabela de roscas, lê o valor e o insere no programa — tudo isso sem mudar de janela, sem perder o fio da meada do que estava fazendo. A janela permanece lá, aberta em segundo plano, pronta para a próxima consulta.

💡
No macOS, seja em uma tela maior ou em uma configuração com dois monitores, mantenha o Metrica fixo de um lado e o simulador do outro. Zero cliques, zero interrupções no fluxo de trabalho — consulte a tabela rapidamente e volte imediatamente ao programa.
ℹ️
A seção “Métrica” também pode ser acessada pelo ícone 📏 na barra superior do aplicativo — mesma janela, mesmo funcionamento, duas maneiras diferentes de abri-la.

4.5 Calculadora

Calculadora de cortes — parâmetros de corte CNC
Calculadora de Corte — velocidade, rotações e avanço calculados de forma automática

A opção Calculadora → Calculadora de Corte abre a ferramenta que exclui uma das tarefas mais repetitivas da programação CNC: determinar os parâmetros de corte corretos a partir dos dados da ferramenta e do material. Sem folha do Excel, sem calculadora, sem fórmulas para decorar — basta inserir os valores que você conhece e o aplicativo fornece os valores necessários para o programa.

Como funciona — as fórmulas por trás da calculadora

A calculadora se baseia nas duas fórmulas fundamentais da tecnologia de corte:

GrandezaFórmulaSímbolos
Rotação n n = (Vc × 1000) / (π × D) Vc = velocidade de corte [m/min], D = diâmetro da ferramenta [mm]
Avanço Vf Vf = fz × z × n fz = avanço por dente [mm/dente], z = número de dentes, n = rotações/min

Você insere os dados que conhece — geralmente encontrados no catálogo das ferramentas ou na ficha técnica do material — e o calculador resolve as incógnitas. O resultado é o valor a ser inserido diretamente nos blocos S (rotação da árvore) e F (avanço) do seu programa em G-code.

Os campos da calculadora

CampoUnidadeDescrição
Material — Selecione no menu suspenso ou material da peça (aço, alumínio, ferro fundido, aço inoxidável, titânio, plástico…). Define automaticamente um intervalo recomendado de Vc como ponto de partida.
Tipo de ferramenta — Fresa, broca, ferramenta de torneamento, etc. Influencia os valores de referência para fz e o número de dentes.
Diâmetro da ferramenta mm O diâmetro D da ferramenta. No torneamento, trata-se do diâmetro da peça no ponto de usinagem.
Velocidade de corte Vc m/min Parâmetro tecnológico que depende da combinação entre a ferramenta e o material. Você encontra esse valor no catálogo da ferramenta ou pode usar o valor sugerido pelo aplicativo.
Número de dentes z — Número de arestas de corte da ferramenta. Para as brocas, é sempre 2; para as fresas, varia de 2 a 6 ou mais.
Avanço por dente fz mm/dente Quanto a ferramenta avança a cada aresta de corte que entra em contato com a peça. Isso depende do material, da ferramenta e da profundidade de passe.

Os resultados

ResultadoUnidadeOnde é usado no G-code
Rotação n rotações/min (RPM) Valor a ser inserido após “S” no bloco de acionamento da árvore (ex.: S1200 M03)
Avanço Vf mm/min Valor a ser inserido após “F” no bloco de movimento (ex.: G01 X50. F250)
💡
Assim como a seção Métrica, a Calculadora de Cortes também se abre em uma janela separada e independente, que você pode manter sobreposta enquanto trabalha no simulador. Você calcula os parâmetros, os lê, os insere no programa — sem precisar fechar nada e sem perder o fio da meada.
ℹ️
A própria Calculadora de Cortes também pode ser acessada pelo ícone 🔢 na barra superior do aplicativo — mesma função, dois pontos de acesso.

Calculadora

Calculadora científica — funções trigonométricas, potências, memória, histórico
Calculadora — uma calculadora científica completa, sempre à mão

A segunda opção do menu, Calculadora, não tem nada a ver com os parâmetros de corte: é uma calculadora científica completa, para todos aqueles cálculos rápidos necessários durante a programação e que não justificam abrir outro aplicativo — uma cota a ser calculada, uma função trigonométrica para um ângulo, uma conversão na hora.

Além das quatro operações básicas, você encontrará funções trigonométricas (seno, cosseno, tangente e suas inversas hiperbólicas), potências e raízes (quadrada, cúbica, n-ésima), exponenciais e logaritmos, fatorial e as constantes e e π, a conversão entre graus e radianos e uma memória clássica (mc / m+ / m- / mr) para salvar um resultado e reutilizá-lo no próximo cálculo.

💡
O ícone 🕐 no canto superior direito do visor, abre-se a cronologia dos cálculos realizados nesta sessão: útil para recuperar um resultado calculado pouco antes, sem precisar refazê-lo.

4.6 Código G/M

Menu Código G/M — opção não disponível no Início
Código G/M — o item está presente, mas requer um equipamento ativo para funcionar

A opção “G/M Code → Lista de códigos G/M” abre a lista completa dos códigos G e M compatíveis com o aplicativo — função, sintaxe, notas de uso — com todos os detalhes necessários para programar ou estudar um comando específico.

Atenção: não abre a partir da página de Início

Há uma coisa importante que você precisa saber: essa opção não funciona se você estiver na tela principal sem uma máquina ativa. O motivo é simples — a lista de códigos G e M não é universal; ela varia completamente de marca para marca e de comando para comando. Um G76 em FANUC não é o mesmo G76 em uma HAAS. Um M08 em um torno não é o mesmo M08 em uma fresadora. Sem saber de qual máquina você está falando, o aplicativo não tem como mostrar a lista correta.

Para acessar a lista, você precisa primeiro entrar em um simulador — torno ou fresadora — com uma marca e um comando CNC selecionados. Nesse momento, a opção “G/M Code” do menu “macOS” é desbloqueada e mostra exatamente os códigos daquela máquina, com as descrições e a sintaxe específicas para aquele comando.

ℹ️
Na prática: abra o simulador do torno com o FANUC 31i selecionado e, em seguida, acesse Código G/M → Lista de códigos G/M — lá você encontrará os códigos FANUC do torno. Saia, abra a fresadora com o HEIDENHAIN, volte à mesma opção — você encontrará os códigos HEIDENHAIN para fresadora. A lista se adapta automaticamente ao que estiver ativo naquele momento.
💡
Essa janela também se abre sobreposto ao simulador, exatamente como o Metrica e a Calculadora. Mantenha-a aberta ao lado enquanto escreve o programa: você procura um código, o encontra, volta ao cursor — sem nunca perder o ponto em que estava.
Capítulo 05

O Painel Esquerdo — Lista de Marcas

O painel esquerdo da tela principal é o ponto de partida de tudo: é aqui que você escolhe a marca de CNC com a qual deseja trabalhar. A escolha que você faz aqui determina quais códigos G e M estão disponíveis, qual simulador será carregado e com qual lógica de controle você trabalhará.

5.1 Lista de marcas

Painel esquerdo — lista de marcas de CNC
Painel esquerdo — a lista das marcas de CNC disponíveis no aplicativo

O painel exibe a lista de todas as marcas de CNC disponíveis no aplicativo. Não se trata de uma lista fixa e fechada: é um catálogo em constante crescimento, que se expande sempre que novos clientes solicitam a inclusão de novas marcas. Se a sua marca não estiver lá, basta solicitar — ela será adicionada e disponibilizada para todos.

As marcas presentes

A lista já inclui os principais fabricantes de comandos CNC utilizados em oficinas e escolas em todo o mundo. Entre as marcas incluídas, encontram-se nomes como FANUC, HAAS, Siemens, Heidenhain, Mazak, Okuma, Mitsubishi, Fagor, NUM, Hurco, Brother, Doosan e muitas outras — cada uma com seus próprios códigos G e M, sua própria sintaxe e suas peculiaridades de programação.

Tornos e fresadoras — dois mundos distintos

Dentro de uma mesma marca, quase sempre há duas categorias distintas: os comandos para tornos e os comandos para fresadoras. Eles não são intercambiáveis e não se trata de uma questão de preferência — são máquinas fundamentalmente diferentes, com lógicas de programação diferentes, eixos diferentes, ciclos fixos diferentes.

Um FANUC para torno e um FANUC para fresadora compartilham a estrutura básica da linguagem, mas divergem em tudo o que importa: os ciclos de furação mudam, o gerenciamento dos eixos rotativos muda, os comandos da árvore mudam, as áreas de trabalho mudam. Ao selecionar o comando correto — torno ou fresadora —, o aplicativo apresenta exatamente o ambiente de programação da sua máquina, sem aproximações.

ℹ️
Além da distinção entre torno e fresadora, algumas marcas oferecem várias variantes do mesmo sistema de controle — versões diferentes do mesmo sistema (por exemplo,FANUC, 0i, 31i, 32i) que, ao longo do tempo, introduziram novos ciclos ou editaram a sintaxe de alguns comandos. CNC Code Ele também distingue essas variantes, para que você sempre trabalhe com o comando correto para a sua máquina específica.

Um catálogo que cresce com você

A lógica de desenvolvimento do CNC Code é simples: o catálogo de marcas cresce de acordo com as solicitações dos usuários. Se uma oficina tiver uma máquina com um comando ainda não presente no aplicativo, ela pode solicitar sua inclusão por meio da seção Suporte — a equipe avalia a disponibilidade da documentação técnica e, se viável, adiciona o comando. Assim que estiver disponível, todos os usuários o encontrarão atualizado na lista sem precisar fazer nada.

Isso se aplica, em particular, aos controles Custom das licenças corporativas: controles desenvolvidos sob medida para uma máquina específica, com todos os ciclos proprietários do fabricante. Esses controles permanecem privados e visíveis apenas para a empresa que os solicitou — mas a lista de marcas padrão é compartilhada e cresce para todos.

💡
Não encontrou sua marca na lista? Acesse o Suporte pelo ícone na barra superior e envie uma solicitação. Quanto mais solicitações forem recebidas para uma mesma marca, mais rápido ela será adicionada. Reportar não custa nada e ainda ajuda todos os outros usuários desse modelo de máquina.

5.2 Os comandos de uma marca

Comandos disponíveis para uma marca de CNC
Verificações — a lista das versões e variantes disponíveis para a marca selecionada

Ao selecionar uma marca no painel esquerdo, o aplicativo exibe a lista de comandos disponíveis para esse fabricante. Um comando é a versão específica do sistema CNC instalado na máquina — e é nessa camada que se manifestam as diferenças que realmente importam na programação.

Por que os comandos são diferentes uns dos outros

Duas máquinas da mesma marca não são necessariamente programáveis da mesma forma. Um torno com FANUC 0i-TF e outro com FANUC 31i-B têm a mesma base, mas o 31i tem suporte para ciclos avançados, usinagem com eixo C, sincronização das árvores e funções que no 0i simplesmente não existem. Escrever um programa desenvolvido para o 31i em uma máquina com o 0i pode gerar erros — ou pior, comportamentos imprevistos.

Por isso, o CNC Code diferencia os comandos um por um: ao selecionar o comando exato da sua máquina, você trabalha em um ambiente fiel àquela versão específica do firmware, com os ciclos disponíveis, a sintaxe correta e os limites reais daquela máquina.

O que muda de um comando para outro

AparênciaExemplo prático
Ciclos fixos disponíveis Rosqueamento G76 de múltiplas passagens presente no modelo 31i, ausente ou diferente nas versões mais antigas
Gerenciamento de eixos rotativos Eixo C e usinagem com ferramentas motorizadas disponíveis apenas em comandos de torno de alta gama
Sintaxe dos parâmetros Alguns comandos utilizam letras diferentes para os mesmos parâmetros (por exemplo, Q vs. K em alguns ciclos)
Funções especiais G68.1 plano inclinado, G96 velocidade de corte constante, M500/M501 sincronização — presentes apenas em comandos específicos
Correção de ferramentas O gerenciamento dos deslocamentos de comprimento e raio varia entre as versões e entre o torno e a fresadora

Como escolher o comando certo

O comando instalado na sua máquina está indicado no painel físico — geralmente no visor ou em uma etiqueta na cabine. Se você não se lembrar, também poderá encontrá-lo no manual da máquina ou na documentação do fabricante. Em caso de dúvida entre duas versões semelhantes, opte pela mais conservadora — os ciclos básicos funcionam em todas, enquanto os avançados funcionam apenas nas versões que os suportam.

💡
Se você usa o site CNC Code para estudar ou se capacitar sobre uma máquina que ainda não conhece, escolha o comando mais recente da marca que lhe interessa — você encontrará o conjunto completo de funções e ciclos disponíveis. Quando estiver diante da máquina de verdade, já saberá como funciona 90% do que vê no painel.

5.3 Informações importantes — leia-as sempre

Janela pop-up com informações importantes — aviso sobre códigos não implementados
Informações importantes — a janela pop-up que aparece ao selecionar um comando

Quando você seleciona um comando pela primeira vez, o aplicativo exibe esta janela pop-up: Informações Importantes. Não se trata de uma mensagem de erro, nem de uma formalidade para ser fechada rapidamente — é um aviso que vale a pena ler com atenção sempre que você trabalhar com um novo comando.

⚠️
Decidimos deliberadamente não implementar todos os códigos desse comando. É necessário que o usuário os corrija e/ou os acrescente de acordo com a disponibilidade real do seu próprio comando.

Por que essa escolha?

Os comandos CNC dos grandes fabricantes são sistemas enormes, documentados em centenas de páginas de manuais técnicos que variam de versão para versão, de mercado para mercado, de configuração para configuração. Duas máquinas com o mesmo nome do comando impresso no painel podem ter funcionalidades diferentes porque uma está configurada com opções de software adicionais e a outra não.

Implementar todos os códigos de todos os comandos em sua versão mais completa significaria incluir funções que, em muitas máquinas reais, simplesmente não existem — criando uma falsa sensação de segurança. Um programador que identifica um ciclo na aplicação e o utiliza em produção em uma máquina que não o suporta pode causar erros, alarmes ou, pior ainda.

Por isso, optamos pelo caminho honesto: implementamos a base sólida e documentada de cada verificação e alertamos o usuário de que o restante deve ser verificado em seu próprio equipamento específico. O CNC Code é uma ferramenta de suporte e treinamento, não um substituto da documentação oficial do fabricante.

O que fazer na prática

A janela pop-up indica a documentação a ser consultada:

  • Manual do fabricante da máquina — o manual original do fabricante do sistema de comando (FANUC, Siemens, Okuma, etc.), que descreve todos os códigos compatíveis com essa versão do firmware
  • Manual do revendedor — o manual específico do fabricante da máquina (Mazak, DMG Mori, Doosan, etc.) que adapta o comando básico à sua máquina, adicionando ou removendo funções

Se você tiver os dois, terá uma visão completa do que pode e do que não pode fazer nessa máquina. Qualquer código que não conste nesses manuais não deve ser usado em produção, independentemente do que o aplicativo mostre.

💡
Sempre verifique cada código antes de utilizá-lo em produção para garantir a segurança e a precisão da usinagem. — esse é o conselho que você encontra na janela pop-up, e é isso que diferencia um programador experiente de alguém que confia cegamente no software.

Não exibir mais esta mensagem

Na parte inferior da janela pop-up, você encontrará a caixa de seleção “Não mostrar mais esta mensagem para [nome do comando]”. Se você marcar essa opção, o aviso não aparecerá mais para esse comando específico nas sessões seguintes — mas apenas para ele. Para cada novo comando que você abrir pela primeira vez, a janela pop-up voltará a aparecer. Essa é uma escolha intencional: cada comando tem suas particularidades, e o aviso é necessário sempre que você entra em um território novo.

5.4 A lista de códigos — Códigos G, Códigos M e Aux

Guia Códigos G — lista de códigos G do comando
Códigos G — em azul
Guia Códigos M — lista de códigos M do comando
Códigos M — em verde
Guia Aux — T-Code e códigos auxiliares
Aux — T-Code e auxiliares, em roxo

Depois de selecionar o controle e fechar a janela pop-up “Informações importantes”, o aplicativo abre olista de códigos dessa máquina. Ele está organizado em três guias distintas — Códigos G, Códigos M e Aux — cada uma com sua cor identificativa e sua lógica.

Códigos G — em azul

A aba “Códigos G” reúne todos os comandos de movimento e de função preparatória do comando selecionado. Cada item exibe o código (G00, G01, G02…), o nome da função e uma breve descrição. O ícone “Padrão” indica que esse código faz parte do núcleo implementado e documentado do aplicativo.

Os códigos G são o cerne da programação CNC: definem como a ferramenta se move — em avanço rápido, em interpolação linear, em interpolação circular — e ativam os modos operacionais da máquina, como os ciclos fixos, os planos de trabalho, as compensações do raio da ferramenta e muito mais.

Códigos M — em verde

A guia “Códigos M” lista os comandos diversos — aqueles que controlam as funções acessórias da máquina: acionamento da árvore e desligamento da árvore (M03, M04, M05), parada do programa (M00, M01, M02), lubrificante refrigerante (M08, M09), troca automática de ferramenta e tudo o que não diz respeito diretamente ao movimento dos eixos. A cor verde os distingue visualmente dos Códigos G à primeira vista.

Aux — em roxo

A guia “Aux” contém os códigos auxiliares específicos do comando — em primeiro lugar, os T-Codes para a seleção de ferramentas, cuja sintaxe varia significativamente de marca para marca e, às vezes, até mesmo entre modelos do mesmo fabricante. Aqui você encontra os itens T01, T02, T03… cada um com a descrição específica de como aquele comando gerencia a troca de ferramenta e os offsets associados.

A cor roxa distingue essa categoria dos outros dois grupos e lembra que trata-se de comandos complementares, mas essenciais — sem o gerenciamento correto dos T-Codes, nada funciona.

ℹ️
O cabeçalho sempre mostra o contexto em que você se encontra: o tipo de máquina (torno ou fresadora) e o nome do comando selecionado. Assim, você não fica em dúvida sobre qual lista está consultando.

5.5 Detalhamento de cada item

Painel de detalhes do código G00 — Descrição, Utilização, Exemplo, Observações
Painel de detalhes — todas as informações sobre um código de uma só vez

Ao tocar no ícone ⓘ Ao clicar em qualquer item da lista, abre-se o painel de detalhes do código. Não se trata de uma simples dica de ferramenta — é uma ficha completa que contém tudo o que você precisa para usar esse código corretamente, sem precisar consultar manuais externos.

Cabeçalho

Na parte superior, você encontra o ícone do código (por exemplo, G para os Códigos G, M para os Códigos M, T para os T-Códigos), ao lado do nome do código e do comando ao qual ele pertence — assim, você sempre sabe exatamente de qual código está lendo a ficha e em qual máquina ele é válido.

Descrição

A descrição resumida da função do código — em uma linha, sem enrolação. É a resposta à pergunta “o que esse código faz?”. Para G00: Posicionamento rápido. Claro, imediato, não é preciso mais nada.

Utilização

A sintaxe de uso do código — como se escreve no programa G-code, com todos os parâmetros que ele aceita. Para o G00, a sintaxe é:

G00 X_ Y_ Z_ - Movimento rapido alle coordinate specificate.

Os parâmetros com o traço baixo (X_, Y_, Z_) indicam os campos que devem ser preenchidos com valores numéricos reais. Esta seção explica exatamente o que digitar e em que ordem.

Exemplo

Um ou mais blocos de código prontos para uso — exemplos reais e sintaticamente corretos para aquele comando específico. Para G00:

G00 X50 Y25 Z10
G00 X0 Y0 Z100

Os exemplos não são genéricos — eles são contextualizados de acordo com o comando selecionado. Um comando G00 na OKUMA OSP-P200L pode ter uma sintaxe ligeiramente diferente de um comando G00 FANUC 31i, e o aplicativo reflete essa diferença.

Notas

As notas são a peça mais valiosa da ficha técnica. Elas contêm as informações específicas daquele comando que você nunca encontraria em um manual genérico do G-code — comportamentos específicos, limitações, advertências e otimizações exclusivas do fabricante. Para o comando G00 na OKUMA OSP:

💡
Velocidade máxima da máquina. O OKUMA OSP otimiza automaticamente o percurso. — Esse é exatamente o tipo de informação que faz a diferença entre quem conhece a máquina e quem a utiliza sem entendê-la.

As notas variam de um comando para outro, mesmo para o mesmo código. O que se aplica à OKUMA não se aplica necessariamente à FANUC ou à HAAS — e é por isso que cada ficha é específica para o comando selecionado.

Idioma: Italiano

O ícone ✅ Língua: Italiano, na parte inferior da ficha, indica que a descrição, o uso e as notas estão disponíveis no idioma atualmente selecionado no aplicativo. Se você alterar o idioma nas configurações, toda a ficha será atualizada de acordo — a mesma ficha, nove idiomas.

Copiar exemplo e fechar

O botão “Copiar Exemplo” copia para a área de transferência o código de exemplo exibido na aba — pronto para ser colado diretamente no programa que você está escrevendo. Sem precisar copiar à mão, sem erros de transcrição. O botão “Fechar” fecha o painel e volta à lista.

ℹ️
No desktop, a ficha de detalhes é exibida como um painel sobreposto à lista, que permanece visível em segundo plano. Você pode fechá-la com o botão “Fechar” ou pressionando a tecla Esc.

5.6 A aba “Obter este comando”

Guia “Obter este comando no simulador CNC”
A aba laranja é ativada ao percorrer a lista — acesso direto aos comandos Custom

Ao percorrer a lista de códigos de um comando, aparece na parte inferior uma aba laranja com a mensagem “Obter este comando no simulador CNC”. Não se trata de um banner publicitário — é um acesso direto a uma das funções mais importantes do aplicativo: os Controles Custom.

A aba é ativada ao toque e funciona de maneira diferente dependendo da situação em que você se encontra.

Se você ainda não tem esse comando

Ao tocar na aba, abre-se a janela de compra do comando Custom para aquela máquina específica. Um Controle Custom é a versão do simulador feita sob medida para esse comando — com os ciclos proprietários do fabricante, a sintaxe exata e os parâmetros reais da sua máquina. Não é a versão padrão da lista, mas o simulador 100% fiel ao comando que você tem na oficina.

A partir dessa conversa, você pode verificar o que está incluído no pacote, ver o preço e prosseguir com a compra sem sair do aplicativo.

Se você já tiver um comando ativo

Se esse comando já tiver sido comprado e ativado na sua conta, a aba abre, em vez disso, uma janela de gerenciamento onde você pode decidir o que fazer: abrir o simulador diretamente, verificar os detalhes do comando ativo ou acessar as opções disponíveis.

Veremos em detalhes ambos os casos — compra e gestão do comando ativo — na seção imediatamente a seguir.

ℹ️
A aba aparece em qualquer comando da lista — padrão ou personalizado. É a maneira mais rápida de passar da consulta dos códigos à ação: você vê um comando que lhe interessa, toca na aba e já está no fluxo certo, sem precisar navegar pelos menus.

5.7 Compra do Controle Custom — diálogo entre alunos e professores

Diálogo de compra do comando Custom OKUMA OSP-P200L
Caixa de diálogo de compra — Verificação do Custom OKUMA OSP-P200L por €199 para sempre

Ao tocar na aba laranja de um comando ainda não adquirido, abre-se esta caixa de diálogo: a página de compra do Controle Custom para essa máquina específica. Tudo o que você precisa saber antes de comprar está aqui, em uma única tela.

O que está incluído em uma inspeção “Custom”

FunçãoDetalhes
Códigos G/M reais da sua máquina Não a lista genérica do catálogo padrão — os códigos efetivos desse comando, com a sintaxe, os parâmetros e os ciclos exclusivos do fabricante
Acesso ao simulador com este comando O simulador de torno ou fresadora é carregado com a lógica desse comando específico, e não com a lógica genérica FANUC/base
Licença vitalícia Vinculado à sua conta para sempre — mesmo que a assinatura do CNC Code Desktop expire, o Controle Custom continua sendo seu e acessível
Entrega em até 10 dias O comando é fabricado e entregue em até 10 dias a partir da data da compra — não se trata de um download automático, mas de uma usinagem real com base na documentação técnica

A quem se destina — e os limites por perfil

O Controle Custom foi desenvolvido para três categorias de usuários: empresas, pessoas físicas e escolas. O processo de compra varia de acordo com quem você é e de qual dispositivo você está comprando — não apenas com base no perfil.

O preço exibido na caixa de diálogo — no exemplo, €199 para sempre — é o preço fixo para esse comando, um pagamento único, sem mensalidade. Mas, antes de prosseguir, é importante saber quantos comandos “Custom” você pode comprar:

PerfilPor celularNo tablet ou no computador
Particular Até 2, mediante pagamento Até 2, mediante pagamento
Professor / Escola Até 2, mediante pagamento Até 2, mediante pagamento
Empresa Até 2, mediante pagamento — como um particular Ilimitados, mediante orçamento (ver 4.8)
ℹ️
Mesmo uma empresa, se fizer a compra por celular, paga da mesma forma que um particular: preço fixo, pagamento imediato, no máximo 2 verificações. O orçamento ilimitado — o da seção 5.8 — é reservado às empresas que o solicitarem por meio de tablet ou computador: isso faz sentido, pois um Controle Custom corporativo é instalado e testado em um computador de verdade, não em um celular.

Pessoas físicas e professores (e empresas celulares) fazem a compra diretamente pela interface — preço fixo, pagamento imediato, sem burocracia. O limite de 2 verificações foi concebido para uso individual: quem tem mais de um dispositivo para proteger é uma empresa, e, seja no tablet ou no computador, o perfil corporativo foi criado exatamente para isso.

Como é feito o pagamento

A mensagem deixa isso bem claro: “Esta compra é realizada no site cncsimulator.it, fora doApp Store, por meio de pagamento seguro PayPal ou cartão de crédito.” Depois de clicar em “Compre agora!”, você será redirecionado ao site para concluir o pagamento — o comando será então ativado na sua conta e ficará disponível no aplicativo dentro dos prazos de entrega indicados.

ℹ️
Ao comprar fora daApp Store, o preço não inclui as comissões das plataformas — o que significa que você pode ter o mesmo controle por um preço mais acessível em comparação com uma eventual compra dentro do aplicativo. E a licença permanece sua para sempre, independentemente da Apple ou do Google.

As empresas seguem um caminho diferente — com um canal de comunicação exclusivo e a possibilidade de solicitar um orçamento personalizado. Veremos isso logo na seção seguinte.

5.8 Comando Custom para Empresas — Solicite um orçamento

Diálogo Controle Custom empresas — Solicite um orçamento com envio de documentos
Diálogo corporativo — orçamento mediante solicitação, com a possibilidade de anexar a documentação técnica da máquina

Para as empresas, o processo é diferente do das pessoas físicas: não há um preço fixo e não existe o botão “Compre agora!”. O processo é personalizado — porque uma Avaliação Custom corporativa é um trabalho de integração técnica real, não um produto padrão de prateleira, e o preço depende da complexidade da avaliação, da documentação disponível e do nível de detalhamento exigido.

Anexe os documentos do seu carro

Antes de enviar a solicitação, você pode anexar a documentação técnica da máquina — o passo mais importante para garantir uma verificação 100% precisa. São necessários dois tipos de documentos, ambos importantes:

BotãoO que anexar
📎 Documento Os códigos G/M da máquina — manual de programação em PDF ou, caso você não o tenha, fotos das páginas — com a marca e o comando exatos que são objeto da oferta. Esses são os documentos que contêm a lista completa dos códigos, com sintaxe, parâmetros e notas específicas do fabricante.
📷 Foto Fotos em sequência do interior do carro — quanto mais você tiver, melhor: precisamos delas para entender os espaços disponíveis e a disposição real do carro, não apenas os códigos. Tem tudo bem se forem tiradas com o celular, desde que sigam uma ordem lógica (por exemplo, da esquerda para a direita, de cima para baixo).
ℹ️
Sem documentos, usaremos a lista de códigos existente no simulador. — Se você não anexar nada, a equipe criará o comando personalizado a partir da base padrão já presente no aplicativo para essa marca. O resultado será personalizado de qualquer forma, mas com a documentação específica do veículo, o nível de precisão é claramente superior.

O que está incluído no Comando “Custom” para empresas

FunçãoDetalhes
Códigos G/M reais da sua máquina Elaborados com base na documentação técnica fornecida — ciclos proprietários, dialetos específicos do fabricante, variantes de sintaxe não presentes na versão padrão
Acesso ao simulador com este comando O simulador é carregado com a lógica desse comando específico
Licença vitalícia — um dispositivo Vinculada à conta corporativa para sempre. Ao contrário das contas particulares, a licença corporativa é gerenciada centralmente e pode ser atribuída aos dispositivos do departamento
Teste em cerca de 40 dias Diretamente no computador da sua empresa, com suporte remoto dedicado por meio do Supremo — veja o passo a passo completo abaixo

Como funciona, passo a passo

Ao contrário da compra particular, aqui não há um preço de tabela: o processo é personalizado e não termina com um pagamento imediato.

PassoO que acontece
1. Solicitação e documentos Clique em “Solicitar orçamento” e anexe os códigos G/M e fotos do interior (veja acima). Você receberá imediatamente um e-mail de confirmação — não é necessário efetuar nenhum pagamento nesta etapa.
2. Um de nossos técnicos entrará em contato com você Analisamos a documentação e chegamos a um acordo com vocês sobre uma primeira solução a ser verificada em conjunto
3. Teste — cerca de 40 dias O Controle Custom é testado diretamente no computador da sua empresa, com suporte remoto dedicado por meio do software Supremo — você mesmo pode verificar isso, ao vivo, antes de considerá-lo entregue

As empresas que fazem solicitações por meio de tablets ou computadores podem pedir testes personalizados sem limite de quantidade — cada máquina do departamento pode ter seu próprio simulador dedicado. Não é preciso preencher nenhum formulário à mão, nem escrever nenhum e-mail : basta clicar em “Solicitar orçamento” para que a solicitação seja enviada imediatamente com os dados da sua conta e os documentos anexados.

💡
Quanto mais documentação você anexar, mais rápido e preciso será o trabalho. O manual de programação do fabricante do sistema de comando + o manual do revendedor da máquina são a combinação ideal. Se você tiver apenas um dos dois, envie-o mesmo assim — já é muito melhor do que nada.
Capítulo 06

A Área Central — A Máquina em pré-estreia

No centro da tela principal, entre o painel de marcas à esquerda e a borda direita da janela, você encontra a Área Central: a vitrine da máquina CNC que você está prestes a abrir. Aqui você vê a ficha técnica, o modelo 3D que pode ser girado com o mouse e o botão que inicia o simulador propriamente dito.

6.1 Visão geral

Área Central — ficha técnica da máquina, renderização 3D e botão “Iniciar”
Área Central — o veículo selecionado no momento, com ficha técnica, renderização em 3D e carrossel de navegação

Sempre que você selecionar uma marca no painel esquerdo, a Área Central será atualizada para mostrar a máquina correspondente: uma renderização 3D do torno ou da fresadora, uma ficha técnica com as principais características, e um grande botão “Iniciar” para acionar o simulador com essa configuração. É nesse momento que você decide o que abrir antes mesmo de entrar na tela de trabalho.

ℹ️
Na captura de tela acima, a conta é do tipo “Empresas” (você pode ver isso escrito abaixo do logotipo da CNC CODE, na parte superior) e a máquina exibida é um exemplo demonstrativo. Com uma conta particular, de professor ou de escola, você verá o mesmo layout, mas com as máquinas efetivamente conectadas ao seu perfil.

6.2 A Ficha Técnica da Máquina

O quadro no canto superior esquerdo da Área Central exibe o nome da marca e o modelo, seguidos pelos principais dados técnicos da máquina. Os campos variam ligeiramente dependendo se você está visualizando um torno ou uma fresadora, mas a lógica é sempre a mesma: uma visão geral das dimensões e capacidades reais da máquina, antes de abri-la no simulador.

Campo (torno)O que isso significa?
Diâmetro máximo usinável Diâmetro máximo que o torno pode usinar acima do carro/base
Diâmetro máximo de preensão Diâmetro máximo que as castanhas da árvore podem prender
Comprimento máximo Curso máximo de trabalho ao longo do eixo Z
Barra passante Diâmetro máximo da barra que passa pela árvore oca
Eixo Os eixos disponíveis nessa máquina (X, Z e, se houver, Y e C)
Canais Um ou dois canais — dois significa árvore secundária, com usinagem em duas árvores
Torre Número de estações de ferramentas disponíveis na torre
Motorizados Tipo de ferramentas motorizadas compatíveis (radiais, frontais ou ambas)

Em uma fresadora, os parâmetros variam de acordo com o equipamento: cursos dos eixos X/Y/Z, dimensões da mesa, número de posições no magazine de ferramentas e assim por diante. Em ambos os casos, a ficha técnica dá a você uma ideia imediata do tipo de usinagem que você pode simular nessa máquina, sem precisar abri-la para descobrir.

6.3 A renderização 3D — Gire-a com o mouse

O modelo da máquina no centro não é uma imagem estática: é uma renderização 3D interativa. Clique e arraste com o mouse para girá-la e observá-la de todos os ângulos — o que é útil para ter uma ideia de como é construída a máquina real, do espaço disponível na cabine e da disposição da árvore e da torre, antes mesmo de entrar no simulador propriamente dito.

💡
É o mesmo motor gráfico utilizado no simulador: aqui você vê uma prévia dele, parado sobre um fundo escuro; assim que você clica em “Iniciar”, a mesma máquina ganha vida na célula de trabalho completa, com a peça taruga, as ferramentas e todos os comandos operacionais.

6.4 O Carrossel — Navegar pelas máquinas

Abaixo da imagem renderizada, o nome da categoria (torno ou fresadora) e a palavra “Simulador” confirmam qual tipo de máquina você está prestes a abrir. Se houver vários modelos ou configurações disponíveis para essa marca, duas setas de navegação (‹ e ›) aparecerão nas laterais da imagem: use-as para percorrer as máquinas disponíveis. Os pontos logo abaixo do nome da máquina indicam quantas páginas há no carrossel e em qual você está — a que está preenchida é a página atual.

ℹ️
A seta à esquerda permanece desativada (mais clara, não clicável) quando você já está na primeira imagem do carrossel — é assim que o aplicativo indica que não há nada antes daquela que você está visualizando.

6.5 O botão “Iniciar”

O grande botão ▶ Iniciar, abaixo do carrossel, é o ponto de chegada de toda a Área Central: você o pressiona depois de escolher a máquina. O aplicativo abre o simulador — torno ou fresadora, dependendo do que você estava visualizando — com os códigos G/M padrão daquele comando. A partir daí, você acessa a tela de trabalho propriamente dita e pode prosseguir com o desenvolvimento do seu projeto: escrever o programa, simulá-lo, verificá-lo. É a tela que veremos em detalhes nos próximos capítulos.

Capítulo 07

O Simulador de Torno

Ao clicar em “Iniciar” em um torno virtual, você acessa a tela de trabalho: aqui você escreve o programa, simula-o em 3D e controla a máquina exatamente como faria no painel de um torno real. É a tela onde você passará a maior parte do tempo — vamos analisá-la peça por peça.

7.1 Visão geral da tela de trabalho

Tela de trabalho do simulador de torno — BENNET ABL 5AX de canal duplo
Tela de trabalho — torno BENNET ABL 5AX de canal duplo (contramandril)

O layout é sempre o mesmo, quer você esteja visualizando um torno de canal único ou — como neste exemplo — um torno com árvore secundária de dois canais. No centro, o visualizador 3D com a máquina; nas laterais, os indicadores de posição de cada canal; à direita, o editor de programa e o teclado de comandos; na parte superior, a barra de ferramentas. Vamos examiná-los um por um nas seções a seguir.

7.2 O Visualizador 3D

O destaque da tela é a renderização 3D da máquina, sempre atualizada em tempo real enquanto o programa está em execução: a árvore, a torre, o contraponto ou a árvore secundária se movem de verdade, exatamente como determina o G-code. Assim como na Área Central (Capítulo 6), você pode girar a visualização com o mouse para observar a usinagem de qualquer ângulo.

No canto superior esquerdo (e, em máquinas de dois canais, também à direita), você encontra a bússola dos eixos: um pequeno triângulo colorido que indica sempre como os eixos X, Y e Z estão orientados em relação à vista atual — útil para não perder a orientação ao girar a máquina.

7.3 Indicadores de posição — Canal 1 e Canal 2

Nos dois ângulos inferiores, você encontra os painéis de posição, um para cada canal. Em um torno de canal único, você vê apenas um; em máquinas com árvore secundária, como neste exemplo, há dois — um para a torre principal (CAN 1) e um para a árvore secundária (CAN 2).

Painel de posição do Canal 1 — coordenadas X, Z, Y, C, F, S, T; estado da árvore e da torre
Canal 1 — coordenadas e status da máquina
Painel de posição do Canal 2 — coordenadas da árvore secundária
Canal 2 — coordenadas e estado da árvore secundária

Cada painel exibe as coordenadas atuais dos eixos desse canal (X, Z e, se presentes, Y, C, B — eixo de orientação do contra-fuso), seguidas por F (avanço), S (rotações do fuso) e T (ferramenta ativa). Abaixo, uma barra de status compacta mostra de relance o que a máquina está fazendo naquele momento: a rotação do mandril (MANUAL, com os botões para girá-lo manualmente), qual estação tem a torre, se o refrigerante está aceso, se um ferramenta motorizada está ativo e o status das marcas (abertas/fechadas, internas/externas).

ℹ️
Os botões CAN1 e CAN2 no painel de controle (você os verá na próxima seção) servem exatamente para isso: alternar de um canal para outro para ler o programa, movê-lo manualmente ou verificar sua posição, sem nunca perder de vista o outro.

7.4 As Vistas — GRAPH, PROG, EDIT, MDI, POSIT

Painel direito — editor de programa, visualizações GRAPH PROG EDIT MDI POSIT, grade de comandos, potenciômetros
O painel direito — editor, visualizações, teclado de comandos e controles

A linha com cinco botões acima da grade de comandos altera o que você vê no painel do editor, na parte superior:

VistaO que mostra
GRAPH A visualização ativa nesta captura de tela — o programa em execução ao lado do visualizador 3D, para acompanhar, linha por linha, o que a máquina está fazendo
PROG A lista dos programas disponíveis, para escolher qual carregar
EDIT O editor completo, para escrever ou editar o programa linha por linha
MDI Entrada manual de dados — execute um único bloco de código na hora, sem precisar carregar um programa inteiro
POSIT Visualização dedicada às coordenadas, ampliada em relação ao quadro compacto que permanece sempre visível na parte inferior

As duas colunas do editor — CAN1 — GRAPHIC e CAN2 — GRAPHIC, neste exemplo — mostram o programa de cada canal lado a lado: você pode monitorar os dois ao mesmo tempo, mesmo enquanto eles funcionam juntos na mesma máquina.

7.5 O teclado de comandos

Abaixo das visualizações, você encontra o teclado de comando propriamente dito — os mesmos comandos que você pressionaria em uma máquina real:

GrupoO que faz
Eixos (X, Y, Z, C, B, A, W…) Selecione o eixo a ser movido de forma manual — os eixos disponíveis dependem da máquina
TRC G0 / TRC G1 Mostra ou trajetória da ferramenta em avanço rápido ou durante a usinagem, para acompanhar visualmente o percurso na peça
CUT Ativa/desativa a remoção de cavaco no visualizador 3D
OPT STOP / SINGL BLK Parada opcional (para nos M01) e parada individual (para após cada linha) — os mesmos dois interruptores de um controle real
CYC STOP / CYC START Interrompe ou inicia a execução do ciclo
SINC, setas, X1 / X10 / X100, JOG, MEM Comandos de movimento manual (jog) e o multiplicador de passo — de centésimos (X1) a passos largos (X100)
Touch Z0 / Touch X0 / Touch Y0 Referenciamento rápido dos eixos na peça (touch-off)
RESET Exclui as alarmes e restabelece o comando a um estado normal

Na parte inferior, os três potentiômetros — SPINDLE, FEED, RAPID — são os controles de ajuste de velocidade: você os arrasta para diminuir ou aumentar a velocidade da rotação da árvore, do avanço e do deslocamento rápido em relação aos 100% programados, exatamente como os potentiômetros físicos de um painel real. O grande botão vermelho é o botão de parada de emergência.

7.6 Salvamento e Ações Rápidas

A última linha da barra de comandos reúne as ações relacionadas ao programa e à visualização:

BotãoO que faz
SALVAR Salvar o programa atual
IMPRT / EXPRT Importa um programa de um arquivo ou o exporta
TECLAS Abre o teclado alfanumérico na tela, para digitar o programa mesmo sem um teclado físico
VISTA 3D / VISTA PROG Mudam ou foco da tela para o visualizador 3D ou para o editor, o que é útil em telas menores
ZERO RET Retorno automático aos zeros-máquina

7.7 A barra de ferramentas

Barra de ferramentas no canto superior direito da tela de trabalho do torno
A barra de ferramentas — sempre à mão enquanto você trabalha

No canto superior direito, você encontra, na forma de ícones compactos, muitas das ferramentas já vistas no menu do Início (Capítulo 4): da esquerda para a direita, Medida 3D, Manual, ImpressãoPDF, a Calculadora de cortes, gerenciamento de projetos, as Configurações, o Assistente e, por último, a seta para voltar à página de Início. A diferença é que aqui você os tem sempre a um clique de distância enquanto trabalha, sem precisar sair do simulador.

Capítulo 08

O Simulador de Fresadora

Ao clicar em “Iniciar” em uma fresadora, a tela de trabalho que se abre é configurada da mesma forma que a do torno (Capítulo 7) — com o mesmo layout do visualizador, do editor e do teclado de comandos —, mas com algumas diferenças reais determinadas pelo tipo de máquina. Vamos analisá-las aqui, comparando-as com o que já vimos para o torno, em vez de repetir tudo exatamente da mesma forma.

8.1 Visão geral da tela de trabalho

Tela de trabalho do simulador de fresadora — BENNET ABM 3AX
Tela de trabalho — fresadora BENNET ABM 3AX, canal único

Ao contrário do exemplo do torno do capítulo anterior — de canal duplo — esta fresadora possui um apenas canal: esse é o caso mais comum. O layout geral não muda: visualizador 3D no centro, indicadores de posição no canto inferior esquerdo, editor e teclado de comandos à direita, barra de ferramentas na parte superior.

8.2 Indicadores de posição e estado da máquina

Painel de posição da fresadora — coordenadas X, Y, Z, C, A; estado da árvore, da ferramenta e do fluido de corte
Coordenadas e status da máquina — sem canal duplo, mas com um seletor de ferramenta dedicado

Os eixos apresentados são X, Y, Z Além disso, quando o carro os tem, C e A — não apenas “eixos extras” de forma genérica, mas eixos rotativos de verdade: no programa de exemplo desta máquina, um comentário deixa isso bem claro, 4 ASSE C = TAVOLA ROTANTE, 5 ASSE A = CULLA. Abaixo das coordenadas, a barra de status é mais simples do que a do torno: não há torre nem castanhas, pois elas não existem em uma fresadora — em vez delas, você encontra FERRAMENTA, usando as setas para percorrer as ferramentas no magazine de ferramentas e alterar a ferramenta ativa diretamente daqui.

8.3 O teclado de comando — o que muda em relação ao torno

Painel direito da fresadora — editor de programa e grade de comandos
Editor e grade de comandos da fresadora

A estrutura é a mesma apresentada no Capítulo 7.5 — vistas GRAPH/PROG/EDIT/MDI/POSIT, eixos, bloco único, jog, touch-off, override — com as seguintes diferenças:

EntradaTornoFresadora
Eixos disponíveis X, Z, Y, C, B, A, W (segundo canal) X, Y, Z e C/A, somente se a máquina tiver eixos rotativos
CAN1 / CAN2 Presentes nas máquinas de canal duplo Ausências — as fresadoras do catálogo são de canal único
Botão após o TRC G1 CUT — ativa a remoção de cavacos no 3D DRY RUN — executa o programa sem remoção de material, para um teste a vazio
Último botão da linha SALVAR ZERO RET — retorno aos zeros-máquina G28 — mesma função, chamada pelo código direto

8.4 A barra de ferramentas — mais dois ícones

Barra de ferramentas da fresadora — onze ícones
A barra de ferramentas da fresadora — 11 ícones, contra os 9 do torno

As primeiras, todas em comum com o torno, são: Medição 3D, Manual, ImpressãoPDF, a Calculadora de cortes e o gerenciamento de projetos. Além disso, mais ou menos no meio da linha, a fresadora possui dois ícones que o torno não possui: um com os colchetes angulares <> — provavelmente a lista de Códigos G/M, a mesma função encontrada no menu da Página Início — e um segundo botão em forma de +. Fecham a linha as opções Configurações, Assistente e o retorno ao Início, assim como no torno.

Capítulo 09

Exemplo prático — Um pino com chanfro e rebaixo no torno

A teoria é útil, mas aprende-se a usar um torno colocando-o em funcionamento. Neste capítulo, vamos trabalhar juntos em uma peça real, do início ao fim: uma barra taruga que se transforma em um pino com dois diâmetros, com um chanfro de entrada e um rebaixo bem definido. Faremos tudo o que um operador faz diante da máquina: montaremos a peça bruta nas castanhas, definiremos o zero-peça, equiparemos a torre e verificaremos os corretores, escreveremos o programa e o executaremos — primeiro bloco por bloco, depois no modo automático. Aqui, se você errar, não arrisca a ferramenta.

9.1 O desenho da peça

Vamos começar com um desenho simples, mas completo, com todas as cotas de que precisamos para escrever o programa. No CNC Code, o desenho é feito diretamente no CAD/CAM (Capítulo 11): um pino com dois diâmetros, com um rebaixo nítido de 90° e um chanfro na ponta, cotado na Vista 2D e verificado na Vista 3D.

Desenho cotado do pino no CAD/CAM para torno, vista 2D: comprimentos, diâmetros com tolerância, ângulo de 90° e chanfro de 2×45°, com o painel “Níveis” à direita
O desenho com cotações da peça no CAD/CAM (vista 2D): cada linha e cada cota correspondem a uma camada
O mesmo pino na visualização 3D no CAD/CAM do torno: dois cilindros com rebaixo e chanfro na broca livre
A mesma peça na visualização 3D, para verificar rapidamente o rebaixo e o chanfro

Para este exercício, usaremos estas cotas:

ElementoCota
Peso bruto inicialbarra de Ø40, aço: 25 mm preso nas castanhas e 61 mm salientes
Diâmetro menor acabadoØ20 mm, com 25 mm de comprimento (broca livre)
Chanfro de entrada2 × 45° na broca livre
Rebaixosaliência reta a 90°, de Ø20 a Ø32, a 25 mm da broca
Diâmetro maior acabadoØ32 mm, com 35 mm de comprimento, até 60 mm da broca
Comprimento da peça acabada60 mm: o milímetro a mais da peça taruga corresponde ao sobremetal de faceamento
Zero-peça (G54)Z0 na extremidade do pino, X0 no eixo da árvore, X no diâmetro
💡
Um chanfro e um rebaixo bem definido são a combinação perfeita para a primeira peça: eles fazem com que você use um dos ciclos mais importantes do torno — o G71 — e obrigam você a pensar no perfil exatamente como faria em uma máquina de verdade.

9.2 Ligar o torno e fixar o tarugo

Na página de Início, selecione o carrossel na aba do torno e pressione Iniciar (Capítulo 6): o simulador será aberto com essa máquina, pronta para uso. À esquerda, o torno 3D; à direita, o painel CNC com o monitor e o teclado de comando (Capítulo 7). No canto superior direito, estão os itens do menu que usaremos neste exercício:

Opção do menuPara que serve este exercício?
Árvores e peçaspinça, tarugo, material, contraponto ou contramandril
Origens da peça (G54-G59)as origens e, na segunda ficha, a tabela de corretores de ferramentas
Ferramentasequipar as estações da torre
Meus Projetosprogramas e projetos salvos
Início: Tornofecha qualquer painel e volta ao teclado do CNC

Abra “Mandrins e Peças”. O painel à direita exibe, na parte superior, o botão laranja APLICAR e, abaixo, dois grupos de abas. No primeiro, “Diâmetro do mandril” é um guia: insira o diâmetro da peça a ser usinada (40) e o menu suspenso “Mandril recomendado” exibirá os tamanhos com uma marca verde e a mensagem “Árvore … adequada à peça”, com o campo de fixação Ø mín. ÷ máx. É apenas uma verificação, não monta nada. O trabalho propriamente dito é feito no segundo grupo de abas.

Guia Opções: deixe NENHUMA (sem contraponto nem árvore secundária; a peça é curta e fica em balanço). Guia Pinças: escolha Pinças e o kit de 3 degraus, depois selecione este kit. Guia Peça, seção PARÂMETROS DA PEÇA: Peça → Sólida, Compreensão de fixação (L2) 25, Comprimento (L3) 61, Diâmetro 40, Material → Aço. L2 é a parte do tarugo que fica dentro das castanhas, L3 é a parte que se projeta: o simulador monta uma barra com comprimento L2 + L3 e a aperta no diâmetro.

Clique em “Adicionar Peça” (o botão verde na parte inferior da ficha, que faz a mesma coisa que “APLICAR” na parte superior). No 3D, a barra aparece nas castanhas, as castanhas se fecham sobre o Ø40 e, na parte inferior, aparece a confirmação “Equipamento carregado” com o resumo da peça e a origem ativa, Deslocamento: G54. Se a saliência não lhe parecer adequada, os controladores de passo “Agarre Ø” e “Pos. Z” a ajustam em tempo real na visualização 3D. “Remover Peça” desmonta apenas a barra: a abertura das castanhas fica memorizada para a próxima peça em tarugo.

Painel “Peça no torno 3D”: árvore recomendada Ø125, parâmetros da peça maciça com comprimento de fixação L2, comprimento L3, diâmetro, material: aço, botões “Adicionar peça” e “Aplicar”; à esquerda, a árvore de três garras com a barra montada
A ficha “Peça de Mandris e Peças” (aqui com um tarugo maior do que o do exercício): preenchida, L2 em fixação, L3 livre, diâmetro, material — e, na parte superior, a árvore recomendada
ℹ️
Pedaço tubular, mandril móvel, contraponto e contramandril são opções Premium: com o período de teste gratuito, o simulador exibe uma janela para lembrá-lo disso quando você tentar aplicá-las. Para este exercício, elas não são necessárias.

9.3 O Zero-Peça — G54

No torno, a zero-peça tem dois eixos. X0 é sempre o eixo da árvore: não precisa ser definido, é a própria máquina, e cada X do programa corresponde a um diâmetro medido em torno desse eixo. O Z0 você decide, e a regra da oficina é defini-lo na face acabada da peça, para que todos os comprimentos do desenho sejam interpretados diretamente como valores Z negativos. A ligação entre o ponto zero da peça e o ponto zero da máquina (que no simulador é a face da árvore) é a origem G54.

O simulador te ajuda: quando você clicou em “Adicionar Peça”, o zero Z da origem ativa foi colocado na face livre da peça do tarugo e, enquanto você não tocar nele, ele permanece lá. Você pode verificar isso abrindo “Origens da Peça” (G54-G59): a aba “Origens” mostra a linha “Ativo”: com os códigos MCS · G54 · G55 … G59 (MCS não é uma origem, é apenas o modo de leitura em coordenadas da máquina) e a tabela de deslocamento com as colunas G | X | Y | Z. Na linha G54, o valor de Z corresponde à distância entre a face da árvore e a face livre da barra, ou seja, sua saliência. Os valores podem ser corrigidos manualmente na célula, e o ✕ no final da linha os zera.

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[CAPTURA DE TELA: Origens da peça (G54-G59), aba Origens — chip MCS/G54…G59 com G54 ativo e a tabela G | X | Y | Z]
A ficha “Origens”: G54 ativa, com o Z já posicionado na face livre do tarugo

Zerar como na oficina — com o sobremetal do faceamento

O tarugo tem 61 mm de projeção, mas o pino acabado tem 60 mm de comprimento: esse milímetro é retirado pelo faceamento; portanto, o zero não fica na face bruta, mas 1 mm mais para dentro. É o comando que o operador de verdade executa, e no simulador isso é feito pelo painel CNC. Ativar JOG, escolha o eixo Z e a resolução (X1 · X10 · X100) e faz com que a ponta da ferramenta roce a superfície da peça bruta com o manivela, com os botões − / + ou com as setas do teclado do computador (◀ ▶ movem o eixo Z, ▲ ▼ o eixo X, em incrementos de 1 mm; 10 mm com a tecla Shift). O quadro CAN 1 na parte inferior esquerda da visualização 3D é exibida a broca nas coordenadas da peça: quando o eixo Z indica 0,000, você está na face.

Prêmios Touch Z0. A janela é aberta "Touch Z - zero-peça · CAN 1": “o ponto tocado passa a ser essa cota Z da peça”. No campo Peça Z (mm) escreva 1 e confirma: a face bruta está agora em Z+1, e o Z0 do programa está exatamente onde ficará a face acabada. O monitor confirma “Zero-peça Z definido: Z… (G54)”. O botão Face livre = Z0 da mesma janela faz o contrário: coloca o zero de volta na face livre atual sem alterar nada — útil após um faceamento, quando a face verdadeira se deslocou.

ℹ️
O comando Touch X0 não atinge a origem. No torno, o eixo X não tem um ponto zero a ser encontrado (é o próprio eixo): essa tecla serve para zerar a ferramenta, e veremos isso na seção 9.4. O comando Touch Y0 existe apenas para máquinas com eixo Y.

Para saber onde você está, a visualização POSIT do monitor possui dois blocos: ABSOLUTA (a broca nas coordenadas da peça, X no diâmetro) e MÁQUINA (o carro nas coordenadas da máquina, U/W, com o eixo X no raio e o eixo Z a partir da face das castanhas). Com o zero recém-definido, a broca na face de tarugo, a visualização ABSOLUTA indica Z 1.000.

9.4 Equipar a torre e zerar a ferramenta

Para um perfil externo com desbaste e acabamento, basta uma ferramenta para torneamento externo, pastilha romboidal de 80° ou 55°, raio de ponta 0,8, montada na estação T01. Abrir Ferramentas: o painel lista todas as estações da torre, T01, T02…, cada uma com a miniatura da ferramenta ou a inscrição “Slot vazio — toque para adicionar”. Clique em T01: abre-se o editor da estação, T01 — CAN1.

A configuração segue a ordem da máquina real. Seção PORTA-UTENSÍLIO: escolha “Frontal Externo” e pressione “Montar este porta-utensílio”. Seção UTENSÍLIO: o carrossel mostra apenas as ferramentas compatíveis com aquele suporte; navegue até a ferramenta de torneamento externo e clique em “Escolher esta ferramenta”. Ajuste a saliência com o cursor e o raio INSERTO (r) em 0,8. Por fim, na parte superior, APLIQUE A FERRAMENTA: na visualização 3D, a torre mostra a ferramenta montada em T01. Se algum dia você alterar apenas um parâmetro e reaplicar a mesma ferramenta no mesmo suporte, os ajustes permanecerão.

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[CAPTURA DE TELA: editor da estação “T01 — CAN1” — PORTA-FERRAMENTA (frontal externo montado), carrossel de FERRAMENTA, SALIÊNCIA, RAIO DA PASTILHA (r), botão APLICAR FERRAMENTA]
O editor da estação T01: porta-ferramenta, ferro, saliência e raio da pastilha

Os corretores: X, Z, TIP, R

Cada estação possui seus próprios corretores, a tabela que o programa consulta com os dois últimos dígitos do T. Ela se encontra em Origens da Peça (G54-G59) → aba Offset de Ferramentas, colunas T | X | Y | Z | TIP | R: X é o desvio radial da ponta, Z o desvio longitudinal, TIP o quadrante da aresta de corte, de acordo com a convenção Fanuc (0-9), R o raio de ponta utilizado pela compensação. Em uma máquina real, você mesmo encontra esses números, ferramenta por ferramenta, com o presetter ou roçando a peça: é o referenciamento.

Tabela de deslocamento das ferramentas — registros T01-T12 com X, Y, Z, formato da ponta (TIP) e raio (R)
A aba “Deslocamento das Ferramentas nas Origens da Peça”: os corretores de cada estação

No simulador, o referenciamento básico já está feito: o torno 3D mede sozinho a geometria de cada estação montada, de modo que, no primeiro T0101, a ponta já está onde deve estar. Os comandos “Touch” continuam sendo o que são na oficina: correções. Para reproduzir o movimento real, com o “JOG” ativo, aproxime a aresta de corte até roçar o diâmetro do tarugo (Ø40, que você conhece) e pressione Touch X0: abre-se “Touch X - Presetting”, “Insira o diâmetro da peça que você está tocando”, com a linha “Grava o corretor X de CAN 1 · T01”. Digite 40 e confirme: o correção X de T01 é calculado a partir da posição do carro e salvo na tabela, com a mensagem “T01 — deslocamento X definido: Ø40,0”.

ℹ️
No perfil “Escola”, na lista “Ferramentas”, cada linha possui adicionalmente o ícone 🎯 Pré-ajuste da ferramenta, que abre um painel didático com três abas — Medição X com o Ø conhecido, Medição Z com um valor Z conhecido (a face da árvore vale 0), Medida Y em dois toques — e exibe os corretores atuais. É a lição completa sobre referenciamento, para quem ensina.
💡
O número da ferramenta no programa (T0101 ) tem 4 dígitos: os dois primeiros correspondem à estação da torre , os dois últimos ao registro de correção a ser usado — quase sempre o mesmo número para ambos. O simulador não interrompe o processo se um corretor estiver errado: assim como na oficina, você percebe isso pela peça… ou por um alarme de colisão com as castanhas.

9.5 Escrever o programa

Pressione “EDIT” no monitor: na área de trabalho, digite diretamente com o teclado do computador (a tecla Enter cria uma nova linha) ou, com as TECLAS, abra o teclado CNC na tela. Vamos construí-lo em quatro etapas: faceamento, desbaste com G71, acabamento com G70, encerramento do programa.

Fase 1 — Faceamento

Primeiro, limpamos a superfície da peça taruga: o milímetro de sobremetal desaparece e a Z0 passa a ser a superfície real:

Visualização EDIT do canal 1 com um programa em G-code completo, pronto para ser editado
O editor do programa na visualização “EDIT”
O0001
(PERNO CON SMUSSO E SCALINO)
(GREZZO BARRA D40 - Z0 SULLA FACCIA FINITA)
G21 G99 G97 G40
G50 S3000
G28 U0 W0
T0101
G96 S180 M03
G00 X42. Z2.
G01 Z0 F0.2
X-1.5 F0.15
G00 Z5.
X42.

G21 mm, G99 avanço por volta, G97 rotação constante, G40 nenhuma compensação ativa. G50 S3000 limita a árvore a 3.000 rpm por segurança. T0101 indexa a torre na estação 1 e ativa seu corretor. G96 S180 M03 ativa a velocidade de corte constante a 180 m/min no sentido horário. O bloco G01 X-1,5 faz o desbaste até um pouco além do centro, para não deixar um sulco no centro da peça.

Fase 2 — Desbaste com G71

Agora, o ponto central do programa: o ciclo G71 remove todo o material excedente em passeios repetidos, seguindo o perfil que indicamos entre as sequências N10 e N20:

G71 U2. R0.5
G71 P10 Q20 U0.3 W0.1 F0.15
N10 G00 X16.
G01 Z0 F0.1
X20. Z-2.
Z-25.
X32.
G01 Z-60.
N20 X40.

Linha por linha: G71 U2. R0,5 — cada passe de desbaste retira 2 mm do raio, com um recuo de 0,5 mm no final do passe. G71 P10 Q20 U0,3 W0,1 F0,15 — o perfil final é definido entre as sequências N10 e N20, com 0,3 mm de sobremetal radial e 0,1 mm axial deixados para o acabamento, avanço de 0,15 mm/rotação. Em seguida, o perfil propriamente dito: a partir de X16 (ponto de partida, abaixo do diâmetro do chanfro), subimos com o chanfro 2×45° até X20 Z-2, seguimos em linha reta até Z-25 (fim do trecho pequeno), rebaixo nítido até X32, e em linha reta até Z-60 (fim da peça, a um milímetro das castanhas). A última linha, além do diâmetro do tarugo, é apenas o ponto de saída seguro do ciclo.

ℹ️
Não é preciso definir manualmente cada passe de desbaste: o controle calcula sozinho quantas passes são necessárias e as executa; você apenas fornece o perfil final e a profundidade máxima por passe.

Etapa 3 — Acabamento com G70

Após o desbaste, o ciclo G70 repassa o mesmo perfil (as sequências N10-N20 anteriores) à velocidade de acabamento, deixando a cota exata do desenho:

G70 P10 Q20

Fase 4 — Encerramento do Programa

G00 X100. Z100.
M05
M09
M30

Retirada rápida para uma posição segura, árvore parada, fluido de corte fechado, fim do programa com rebobinagem — pronto para a próxima peça. Aperte SALVAR: você pode salvar apenas o Programa ou o Projeto Completo, que inclui as ferramentas, a peça e as origens (Capítulo 14).

9.6 Carregar na memória e executar

Primeiro, as castanhas: a peça está presa desde que você a montou, mas se você as abriu (botão Chuck → ○ Abrir na coluna de comandos manuais abaixo do 3D, ou M11 em MDI), fecha-as com ● Fechar ou M10: com as castanhas abertas, o CYC START é rejeitado com o alarme “Mandril aberto – Feche o mandril antes do início de ciclo”. Em seguida, pressione MEM para carregar na memória o programa do editor e GRAPH para acompanhar a usinagem no 3D.

Primeiro, bloco por bloco

O torno não possui “rotações em vazio”: o teste é feito em etapas. Ative SINGL BLK (um bloco para cada pressão no CYC START), ligue o TRC G0 e TRC G1 para ver em 3D a trajetória dos movimentos rápidos (hachura âmbar) e do trabalho (verde sólido), e reduza o potenciômetro FEED para 20-40 %. Pressione CYC START uma linha por vez e verifique no painel “CAN” 1 se a broca está indo para onde você programou: X42 Z2 na frente da face, depois o faceamento, depois as passes do G71 que descem 2 mm no raio, uma após a outra. O CUT mostra a peça em corte transversal, para verificar o perfil por dentro.

Visualização em GRAPH do simulador de torno, com o programa no visualizador e o torno BENNET pronto para execução
A tela “GRAPH”, pronta para iniciar a simulação com o CYC START

Depois, automaticamente automático

Se tudo estiver correto, pressione “RESET” duas vezes em até dez segundos (a segunda volta ao valor original: “RESET ×2”), desative o SINGL BLK, reajuste o FEED para 100 %, pressione novamente “MEM” e “CYC START”: o botão fica verde e o ciclo é executado automaticamente. Durante o ciclo, você tem os comandos da oficina: CYC STOP para os eixos em feed hold (CYC START retoma), os potenciômetros SPINDLE / FEED / RAPID, OPT STOP para parar nos M01 e o botão vermelho que coloca a máquina em modo de emergência. Na visualização “PROG”, a linha em execução é destacada em verde; com as setas ▲ ▼, escolha a partir de qual bloco reiniciar o CYC START.

💡
Os erros aparecem linha por linha, enquanto o ciclo é executado, no banner acima da imagem 3D: um G71 com P maior que Q, uma sequência N ausente, um código não suportado, uma colisão com as castanhas. Leia o texto, pressione RESET para cancelar o alarme, corrija em EDIT (geralmente é uma cota transcrita incorretamente), depois MEM e CYC START. É o mesmo ciclo de “tentar e corrigir” da máquina real, mas de graça.

9.7 Verificar a peça e seguir em frente

No final do ciclo, a visão POSIT fornece coordenadas, tempo de ciclo e contador de peças. Pressione ZERO RET para levar a torre de volta à posição inicial (com a máquina parada e com a ferramenta afastada da peça; caso contrário, o simulador rejeita a operação e avisa você). Em seguida, VISUALIZAÇÃO 3D para a tela cheia e a Medida 3D, no menu Métrica → Medida 3D ou pressionando M sobre o 3D: escolha Diâmetro e clique nos dois trechos cilíndricos (Ø20 e Ø32), Distância entre a face e o degrau (25 mm) e entre a face e a extremidade da peça (60 mm), Canto na ranhura. Vista frontal do ZX (F) coloca o pedaço de perfil, Lista de medidas as recolhe e Copiar todas as coloca na área de transferência. Esc fecha o instrumento.

📏
[CAPTURA DE TELA: Medida 3D no pino acabado — Ø20, Ø32 e a distância do rebaixo cotadas na peça no visualizador]
As medidas da peça acabada devem corresponder ao desenho: Ø20, Ø32, rebaixo a 25 mm

Para repetir o exercício, não é preciso remontar nada: “RESET” duas vezes coloca o tarugo completo nas castanhas; três vezes, também retorna a visualização 3D à inicial; as origens e as ferramentas permanecem como você as preparou. Se, por outro lado, você trocar o tarugo em “Árvores e Peças”, lembre-se de que “Adicionar Peça” reposiciona o zero Z na face livre: repita o “Touch Z0” com o sobremetal.

Capítulo 10

Exemplo prático — Um degrau retangular com furo central FRESA

Vamos para a fresadora. Usinamos uma placa bruta fresando um degrau retangular perimetral com a compensação do raio da ferramenta ativada e perfurando um furo central com um ciclo fixo. Mas antes de escrever uma linha de código, fazemos tudo o que um operador de verdade faz: montamos a peça tarugo, definimos a zero-peça, preparamos as ferramentas com os respectivos corretores e, só então, executamos o programa — primeiro em vazio, depois de verdade.

10.1 O desenho da peça

A peça inicial é uma placa retangular. No centro da face superior, permanece uma ilha retangular de 60 × 40 mm, com 5 mm de altura a mais em relação ao restante da placa, que é rebaixada ao redor (o degrau perimetral); no meio da ilha, um furo central de Ø10, com 10 mm de profundidade.

ElementoCota
Peso bruto inicialplaca de 80 × 60 × 20 mm, latão
Ilha (degrau perimetral)60 × 40 mm, 5 mm de altura, centralizada na peça de tarugo: de X10 a X70, de Y10 a Y50
Furo centralØ10 mm, profundidade de 10 mm, no centro da ilha: X40 Y30
Zero-peça (G54)aresta dianteira esquerda da face superior: X0 Y0 no ângulo, Z0 na face
ℹ️
Todas as cotas do programa se referem a esse zero: X cresce para a direita, Y para a parte inferior da máquina, Z para cima. Abaixo da face superior, Z é negativo — a parte inferior do degrau fica em Z-5, a parte inferior do furo em Z-10.

10.2 Ligar a fresadora e montar o tarugo

Na página de Início, mova o carrossel até o slide da fresadora e clique em Iniciar (Capítulo 6). O simulador é aberto com a máquina pronta: à esquerda, a Fresadora 3D; à direita, o painel com o monitor e o teclado de comando (Capítulo 8). No canto superior direito estão os ícones das janelas de trabalho: passe o mouse sobre eles para ver o nome de cada um.

ÍconePara que serve este exercício?
Pinças e peçasfixação na bancada, tarugo, material, peça zero-peça, posição na bancada
Origem da peçaverificar e, se necessário, testar as origens G54–G59
Ferramentasa tabela de ferramentas com os corretores H e D
Meus Projetosprogramas salvos e exemplos prontos
Medida 3Dverificar a peça acabada

Abra “Morse e Peças”. A janela se abre no painel à direita e está dividida em seções. Na primeira, “FIXAÇÃO NA BANCADA”, escolha como a peça será fixada: para uma placa, o torno mecânico é adequado. Ao lado da opção aparece a altura de apoio (60 mm para o torno): é a cota na qual a base da peça em bruto repousa sobre a bancada, e o simulador a utiliza para posicionar a peça na altura correta no 3D. Se o torno tiver mordentes, selecione abaixo também a “Agarração das mordentes”, ou seja, quantos milímetros do tarugo ficam dentro das mordentes e quantos permanecem livres.

Na seção PEÇA, defina o tarugo: no menu suspenso Tarugo (C × P × A), selecione Personalizado…; a janela do tarugo será aberta com os campos Largura X, Profundidade Y e Altura Z em milímetros: digite 80, 60 e 20 e, em seguida, clique em “Salvar o tarugo” na parte superior. O aviso informa que salvar o tarugo reinicia a simulação: é exatamente o que queremos, para recomeçar do zero. De volta a “Morse e Peças”, selecione “Material” → “Latão”.

Aqui está a escolha mais importante de todo o exercício: Zero-peça (face superior ou base). Escolha “Face · aresta frontal esquerda”: a partir desse momento, o simulador sabe que X0 Y0 é o ângulo frontal esquerdo e Z0 é a face superior do tarugo, exatamente como no desenho. Por fim, Posição na bancada: aperte “Centralizar na bancada” (ou “Centralizar na mesa”, se a máquina tiver a mesa rotativa). A linha de resumo na parte inferior da seção confirma tudo de uma só vez: distância de apoio em relação à bancada em milímetros, face superior na cota, ponto zero na face e os valores que o simulador inseriu automaticamente no G54.

Peça de tarugo na fresadora 3D: placa de latão de 80 × 60 × 20 mm na mesa em T com os eixos X, Y e Z; painel lateral com travamento; peça de tarugo personalizada; material; ponto zero-peça na face central; posição na mesa e botão “Centralizar” na mesa
A placa de 80 × 60 × 20 mm na fresadora 3D, com o painel Morse e as peças: fixação, peça em tarugo, material, zero-peça e posição na mesa
💡
Ao deslocar a peça, o ponto zero se desloca junto com ela. Se você alterar a posição na mesa ou a altura de apoio, o simulador realinha automaticamente o G54 até que você o palpe manualmente (veja 10.3). Essa é uma vantagem do simulador: em uma máquina real, toda vez que você move a peça, cabe a você reestabelecer o ponto zero com o palpador.

10.3 As Origens da Peça — G54

Na fresadora, o trabalho é realizado em coordenadas da peça: cada cota do programa é medida a partir da peça zero, e não do ponto zero da máquina. A relação entre os dois é aorigem ativa, que no programa seja chamada com G54 (são seis, de G54 a G59, para usinar seis peças ou seis referências diferentes sem precisar reescrever o programa). O valor de cada origem é o desvio do ponto zero máquina: quantos milímetros nos eixos X, Y e Z existem entre o ponto zero da máquina e o ponto zero da sua peça.

Abra “Origens da Peça”. Na parte superior, há os seis campos G54 … G59; o campo ativo exibe a palavra “ativo” abaixo dele. Abaixo, os três campos X, Y, Z: se você seguiu o passo 10.2 conforme descrito, já encontrará os valores inseridos pelo simulador — verifique se o Z corresponde à cota da face superior (apoio + altura do tarugo, 60 + 20 = 80 mm com o torno mecânico) e que X e Y sejam os do canto anterior esquerdo da placa sobre a bancada. Os botões na parte inferior são Definir como ativo (torna ativa a origem selecionada), Aplicar (salva os valores inseridos manualmente) e Redefinir para zero.

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[CAPTURA DE TELA: janela Origens da peça — seletor G54…G59, campos X, Y, Z com os botões “← eixo”, Definir como ativo / Aplicar / Redefinir para zero]
A janela “Origens da peça”: a G54 ativada com os três desvios em relação ao ponto zero da máquina

Verificar o zero como se estivesse na oficina

Se você quiser reproduzir o movimento real do operador, o simulador permite isso. No teclado de comando, pressione JOG , selecione o eixo com as teclas X , Y ou Z , a resolução com X1 / X10 / X100 (0,01 · 0,1 · 10 mm em incrementos) e mova a ferramenta com a manivela ou com as teclas − / + até que a broca toque levemente na superfície superior do tarugo. Nesse momento, pressione Touch Z0 : a cota da máquina naquele instante é gravada no eixo Z da origem ativa, e o monitor confirma “G54 Z definido”. Faça o mesmo com Touch X0 e Touch Y0, aproximando a ferramenta das duas laterais do ângulo anterior esquerdo. A partir desse momento, o G54 é “seu”: o simulador deixa de realinhá-lo automaticamente.

ℹ️
Em uma máquina real, ao fazer o teste com a lateral da fresa, à cota lida deve-se somar (ou subtrair) o raio da ferramenta para chegar à aresta. O simulador registra a posição do eixo tal como está: se você quiser manter a precisão da oficina, corrija o campo X ou Y em “Origens da Peça” com o raio da fresa e pressione “Aplicar”.

Para saber onde você está a cada momento, a visualização POSIT do monitor exibe dois blocos: ABSOLUTO, ou seja, as coordenadas da peça (eixo menos a origem ativa), e MÁQUINA, as cotas brutas a partir do ponto zero da máquina. Com o zero corretamente definido, com a ferramenta apoiada no ângulo do tarugo, a linha ABSOLUTA indica X0 Y0 Z0.

10.4 Preparar as ferramentas e os corretores

Para esta peça, são necessárias duas ferramentas:

EstaçãoFerramentaUsoCorretores
T1Fresa de topo Ø12, 4 arestas de cortedegrau perimetralH1 (comprimento), D1 (raio)
T2Broca Ø10, ângulo de 120°furo centralH2 (comprimento)

Abrir “Ferramentas”. A tabela lista as estações T01, T02… até o número de posições do carrossel; ao lado de cada linha, veja onde está a ferramenta (MAND = na árvore, P nn = no copo nn) e seus corretores H e D. Clique na linha T01: abre-se a ficha “Editar ferramenta”. Escolha o Tipo percorrendo o carrossel de fotos (Fresa de topo), insira uma Descrição, depois Diâmetro 12, arestas de corte 4, Comprimento 50; o Ø da haste e o comprimento útil você pode deixar em branco (o programa calcula sozinho). Por fim, os dois corretores que o programa irá chamar: Deslocamento H (comprimento) e Deslocamento D (raio). Clique em Salvar.

Alteração da ferramenta T01: tipo fresa de topo, diâmetro 12 mm, 4 arestas de corte, comprimento 50 mm, haste Ø40, comprimento útil 60 mm, deslocamento H e D
T01, a fresa de topo de Ø12 com 4 arestas de corte para o degrau perimetral

Repita para T02: tipo broca, diâmetro 10, 2 arestas de corte, Comprimento 75, Cúspide 120°, Deslocamento H. Cada ferramenta que o programa chamar com um T deve ter sua própria linha na tabela: se faltar, na troca de ferramenta a árvore fica vazia e, na primeira passagem, o simulador para com o alarme “NENHUMA FERRamenta na árvore”.

Alteração da ferramenta T02: tipo ponta, diâmetro 10 mm, 2 arestas de corte, comprimento 75 mm, haste 10, comprimento útil 70 mm, ângulo de ponta 120°, deslocamento H e D
T02, a broca de Ø10 com ponta de 120° para o furo central

Zerar as ferramentas: o que são H e D

Em uma máquina real, cada ferramenta tem um comprimento diferente e, antes de começar a usinar, precisa ser “zerada”: medida da distância que sua broca se projeta em relação a uma referência (com o presetter fora da máquina ou palpeando a peça) e esse valor é armazenado no registro H. Quando o programa executa G43 H1, o comando desloca o zero Z na quantidade gravada em H1, de modo que a ponta da ferramenta chegue de fato ao valor Z programado. O registro D, por sua vez, contém o raio da fresa, que os comandos G41 D1 / G42 D1 utilizam para manter o centro da ferramenta afastado do desenho.

No simulador, não há um presetter nem uma medição do comprimento : o valor de H é inserido manualmente no campo Offset H (comprimento) . Neste exercício, com o G54 Z definido na face da peça e os comprimentos da ferramenta já conhecidos pelo simulador, deixe H = 0 para ambos: isso significa “nenhuma correção”, e a broca vai exatamente para o Z programado. No campo Offset D de T01, insira 6 , o raio da fresa Ø12: é o número que o comando G41 D1 usará para deslocar o centro da ferramenta do contorno. O simulador não se importa se você deixar esse valor em zero (nesse caso, ele usa o raio real da ferramenta, conforme a tabela de ferramentas), mas em uma máquina real, um D vazio significa que não há desvio e que o degrau fica 12 mm mais estreito: acostume-se a inseri-lo.

ℹ️
O comando verifica os corretores quando você os aciona: G43 H5 com a linha 5 vazia interrompe o programa com o alarme PS0021 — corretor de comprimento inexistente na tabela; e G41 D5 com o mesmo PS0022 para o raio. Um valor H incorreto, mas existente, por outro lado, não gera nenhum alarme: a peça simplesmente sai na cota errada — como na oficina.

10.5 Escrever o programa

Pressione “EDIT ” na tela e, em seguida, “TASTI” para abrir o teclado CNC do aplicativo: na fresadora, o programa é digitado com ele, tecla por tecla, como no teclado do comando (EOB fecha o bloco, INSERT insere, ALTER substitui a palavra abaixo do cursor, DELETE apaga). O programa está dividido em quatro etapas.

Fase 1 — Início da operação e troca de ferramenta

O0002
(GRADINO RETTANGOLARE + FORO CENTRO)
(GREZZO 80X60X20 - ZERO SPIGOLO ANT SX FACCIA)
G21 G17 G90 G94
G54
T1 M06
G43 H1 Z50.
S3000 M03
M08

G21 mm, G17 plano de trabalho XY, G90 coordenadas absolutas, G94 avanço por minuto. G54 ativa a origem da peça definida em 10.3. T1 M06 monta a fresa de topo: o eixo Z sobe até a cota de troca e o braço do ATC troca a ferramenta. G43 H1 Z50 ativa a compensação de comprimento com o registro 1 e posiciona a broca a 50 mm acima da face. Árvore a 3.000 rotações por minuto, fluido de corte ativado.

Etapa 2 — Fresamento do degrau (com compensação de raio)

G00 X-10. Y-10.
G00 Z5.
G01 Z-5. F80
G41 D1 G01 X10. Y10. F200
Y50.
X70.
Y10.
X10.
G40 G01 X-10. Y-10.
G00 Z50.

Posicionamo-nos fora da peça (X-10 Y-10, a fresa está totalmente fora da placa), descemos para Z-5 ainda no vazio, depois G41 D1 ativa a compensação de raio à esquerda enquanto entramos no ângulo da ilha: o comando desloca o centro da fresa em D1 = 6 mm para a esquerda em relação à direção de deslocamento, ou seja, sempre fora da ilha. O retângulo de 60 × 40 (de X10 a X70, de Y10 a Y50) é percorrido no sentido anti-horário; com a fresa Ø12, apenas a passe pelo perímetro remove toda a faixa de 10 mm ao redor da ilha, até a borda da placa. G40 desativa a compensação ao sairmos da peça.

ℹ️
Sempre ative e desative a compensação do raio da ferramenta com um movimento que entre ou saia da peça, nunca enquanto a ferramenta já estiver em contato — essa é a mesma regra que se aplica em um comando Fanuc de verdade, e evita que a peça seja cortada com as medidas erradas no primeiro trecho.

Fase 3 — Furo central

T2 M06
G43 H2 Z50.
S2500 M03
G00 X40. Y30.
G99 G81 Z-10. R5. F100
G80
G00 Z50.

Troca de ferramenta na ponta, com seu corretor de comprimento G43 H2, posicionamento acima do centro da ilha (X40 Y30), em seguida, o ciclo G81 de furo: avanço rápido até o plano R (5 mm acima da face), avanço até o fundo do furo a -10 mm, rápido de retorno ao plano R (G99). G80 cancela o ciclo.

Fase 4 — Encerramento do Programa

M09
M05
G28
M30

Fluido de corte desligado, árvore parada; o comando G28, por si só, leva a máquina ao ponto de referência (primeiro o eixo Z para cima, depois os eixos X e Y: nunca digite G28 Z0 em G90, pois com o zero na face, o Z0 corresponde à peça) e fim do programa. Aperte SALVAR e dê um nome ao programa: você o encontrará em Meus Projetos → Salvos (Capítulo 14).

10.6 Carregar na memória e executar

Na fresadora, o CYC START inicia o programa somente se você o tiver armazenado na memória: pressione MEM e o monitor confirmará “Programa na memória” (se você se esquecer, o CYC START responderá “CYCLE START: pressione MEM (programa) ou MDI”). Em seguida, volte à visualização “GRAPH” para acompanhar a usinagem em 3D.

Primeira tentativa sem resultado

Assim como em uma máquina de verdade, a primeira volta é feita sem cortes. Ative DRY RUN (todos os movimentos na velocidade de avanço rápido, árvore e fluido de corte desligados, tarugo intacto), SINGL BLK (um bloco para cada pressão do CYC START) e as duas trajetórias TRC G0 / TRC G1 , que fazem desenhos em 3D do percurso em avanço rápido (hachura) e em usinagem (linha contínua). Pressão CYC START bloco por bloco e observe para onde a ferramenta se desloca: o traçado deve contornar a ilha a 6 mm do contorno e a ponta deve parar sobre o centro. Se algo não estiver certo, RESET , corrija em EDIT , novamente MEM e reinicie.

🎬
[CAPTURA DE TELA: Fresadora 3D no modo “DRY RUN” com TRC G0/G1 ativadas — trajetória pontilhada do movimento rápido e trajetória contínua ao redor da ilha]
A volta sem destino: vestígios do trem rápido e das obras ao redor da ilha, ainda em estado de tarugo e intactos

Mas, falando sério...

Desligue DRY RUN e o SINGL BLK e pressione CYC START : o botão fica verde e o programa é executado automaticamente. Você verá o degrau surgir ao longo do perímetro e, em seguida, o furo se abrir no centro. Durante o ciclo, você tem os mesmos comandos da oficina: CYC STOP (feed hold: os eixos param; CYC START retoma de onde você parou), os potenciômetros FEED e RAPID para desacelerar, OPT STOP para parar em eventuais M01, e o botão vermelho que interrompe tudo e coloca a máquina em modo de emergência (enquanto estiver pressionado, os comandos jog, touch, G28 e RESET permanecem bloqueados).

🎬
[CAPTURA DE TELA: simulação de fresamento — degrau retangular e furo central no visualizador 3D]
A peça acabada, com o degrau e o furo central concluídos
💡
O simulador interrompe o processo com um alarme se você cometer um erro, assim como aconteceria na oficina: entrada rápida no material, ferramenta entrando na peça com o mandril parado, penetração mais profunda do que a parte útil da fresa, colisão com o torno. Leia l'alarme, pressione RESET per cancellarla, corregga l'errore e reiniziate.

10.7 Verificar a peça e seguir em frente

Ao final do ciclo, a visualização POSIT exibe os resultados: coordenadas ABSOLUTAS e DA MÁQUINA, CONTAGEM DE PEÇAS, tempo de ciclo e total. Para as medidas, pressione VISTA 3D (o 3D ocupa toda a tela), depois abra Medição 3D na barra superior ou com a tecla M: escolha Distância e clique nas duas laterais da ilha (deve resultar em 60 e 40 mm), Profundidade entre a face da ilha e o fundo do degrau (5 mm), Diâmetro no furo (10 mm). Esc fecha a ferramenta.

Para refazer o exercício do início, não é preciso remontar nada: pressione RESET duas vezes em até dez segundos e o monitor confirmará “RESET ×2 — novo tarugo”: a placa volta ao estado completo, e as origens e ferramentas permanecem como você as preparou. Três vezes, e até mesmo a visualização 3D volta à inicial.

💡
Com o mesmo esquema — posicionamento fora da peça, compensação ativada, contorno, compensação desativada — você pode fresar qualquer formato externo, não apenas um retângulo: muda apenas a sequência de X/Y/arcos entre G41 e G40.
Capítulo 11

O CAD/CAM do torno TORNIO

Escrever um perfil à mão, linha por linha, é um ótimo exercício (Capítulo 9) — mas, para perfis complexos, o CAD/CAM do torno permite que você desenhe a peça e gera o código G para você. É uma função Premium: se você não tiver uma licença ativa, o aplicativo o leva diretamente para a tela de ativação.

11.1 Como abrir

O CAD/CAM do torno não é uma tela separada: é uma visualização alternativa da tela de trabalho. Na parte inferior, ao lado do botão “Torno 3D”, você encontra o botão “CAD/CAM” — toque nele para alternar entre o visualizador 3D da máquina e o editor de desenho 2D, no mesmo plano X/Z do perfil em que você está trabalhando.

Editor CAD/CAM do torno — tela 2D em branco com barra de ferramentas e painel de camadas
O editor CAD/CAM, aberto pelo botão na parte inferior ao lado de “Torno 3D”

11.2 As ferramentas de desenho

A barra superior contém os comandos do projeto — Exemplo (carrega um perfil demonstrativo, útil para ver imediatamente o fluxo completo), Cancelar/Refazer, Apagar tudo, Salvar/Carregar o desenho, o botão G-code (veja §11.3), o Alinhamento em passo fixo (1 mm) e a alternância entre a Visualização 2D e a Visualização 3D. A coluna de ícones à direita da tela contém as ferramentas de desenho propriamente ditas: mão (deslocamento), seleção, linha, polilinha, arco, círculo, retângulo, além de tesoura (cortar), raio de concordância/chanfro, espelhar, cota e uma régua de medida.

ℹ️
Cada elemento desenhado aparece no painel Camadas, à direita, com o seu próprio nome (por exemplo, “Linha 1”, “Linha 2”…) — o que é útil para identificar rapidamente um traço específico à medida que o desenho vai ficando maior.

11.3 Desenho (ou carregar um exemplo) e gerar o código G

Selecione uma ferramenta — por exemplo, Linha — e a tela confirmará no canto inferior esquerdo: “Clique em p1 → clique em p2 (cadeia) · ESC encerra”. Cada clique subsequente continua a cadeia a partir do último ponto, exatamente como você traçaria um perfil à mão em papel quadriculado; pressione ESC para interromper a cadeia e iniciar outra. Cada segmento traçado aparece imediatamente no painel Camadas.

Três segmentos traçados manualmente com a ferramenta Linha, em sequência, com o painel Níveis listando-os como Linha 1, Linha 2, Linha 3
Um perfil escalonado desenhado à mão, clique por clique, com a ferramenta Linha

A maneira mais rápida de ver o CAD/CAM já preenchido, sem precisar desenhar nada, é o botão “Exemplo”, no canto superior esquerdo: ele carrega um perfil de demonstração completo, com cada segmento visível no painel “Camadas”.

Perfil de exemplo carregado no CAD/CAM do torno, com o painel “Níveis” listando cada segmento
Um perfil carregado com “Exemplo” — cada traço é uma camada separada

Quando o perfil estiver pronto, clique em “G-code” na barra superior: será aberta uma janela com o programa “Fanuc” já gerado (cabeçalho, unidade, plano, ferramenta, velocidade de corte, compensação do raio da ferramenta), pronto para ser lido.

Janela do G-code “Fanuc” (torneamento) gerada pelo CAD/CAM, com o texto do programa e os botões Cancelar/Fechar
O código G gerado a partir do perfil, pronto para ser copiado
ℹ️
Nesta janela, o G-code é selecionado e copiado como texto — ele não é inserido automaticamente no programa do canal. Volte para a visualização do torno 3D, abra “EDIT” no canal que você deseja usar e cole o código: é exatamente o mesmo procedimento da fresa (Capítulo 12).

11.4 Legenda e impressão do desenho

O CAD/CAM também inclui um editor de legenda — o quadro com os dados técnicos do desenho (empresa, data, escala) — e uma função de impressão/exportação que gera uma vista frontal com cotações, com linhas centrais em hachura e a legenda preenchido: perfeito para imprimir ou anexar o desenho técnico da peça, separadamente do programa G-code.

O botão “Imprimir/ExportarPDF” na parte inferior do painel “Camadas” gera uma folha em conformidade com a norma ISO: moldura com áreas numeradas, vista principal com cotações, Vista A e Vista B (as duas extremidades da peça), Assonometria do 3D, notas de usinagem, tolerâncias gerais, tabela de revisões e legenda completa (desenhista, comando, aprovação, material, tratamento térmico, cliente, número do desenho).

Folha ISO gerada por “Impressão/Exportar” PDF: vista principal com cotações, Vista A e Vista B, axonometria, notas, tolerâncias gerais, tabela de revisões e legenda CNC Simulator Italia
O desenho técnico pronto para impressão: vistas, axonometria, notas e legenda preenchida
Capítulo 12

O CAD/CAM da fresadora FRESA

O CAD/CAM da fresadora compartilha a essência do do torno — ele realiza o desenho e permite a geração do código G —, mas o fluxo de trabalho é diferente, pois aqui se trabalha com operações em camadas, e não com um único perfil de revolução. Essa também é uma função Premium.

12.1 Como abrir

Na tela de trabalho da fresadora, o item de menu CAD/CAM abre o editor em tela cheia, com a largura, a altura e a profundidade do tarugo atual já definidas.

🖊️
[CAPTURA DE TELA: editor CAD/CAM de fresagem em tela cheia — área de desenho vazia]
O editor CAD/CAM da fresadora, assim que é aberto

12.2 As ferramentas de desenho

Em comparação com o torno, faltam o chanfro, o canal e o rosqueamento (conceitos de revolução, que não fazem sentido em um plano XY), mas, em contrapartida, você encontra formas projetadas para o fresamento:

↖️
Selecionar / Selecionar área
Escolha um ou mais itens
✋
Pão
Mude a visualização
📏
Linha / Arco / Círculo
Geometria básica
▭
Retângulo
Cavidades e degraus retangulares de uma só vez
⬭
Ranhura (fenda)
Duas semicircunferências unidas por um retângulo — a clássica casa de botão
📐
Cota
Medidas e anotações
✏️
Mão livre
Traçado à mão livre para formas irregulares
✂️
Tesoura / Borracha
Recortar ou excluir
🧲
Ponto de encaixe
Encaixe preciso nas extremidades

12.3 Atribuir uma operação a cada camada

Aqui, a fresadora vai além da simples trajetória do perfil no torno: depois de desenhar a geometria (talvez em várias camadas — um retângulo para o degrau, um círculo para um furo), abra a geração do G-code. Primeiro, escolha o comando da máquina de destino:

ℹ️
Hoje, apenas o comando Bennet (dialeto Fanuc 0i-MD) está disponível. Fanuc 31i-B, Heidenhain TNC 640 e Siemens 840D sl aparecem na lista, mas estão marcados como ainda não ativos — serão disponibilizados em uma atualização futura.

Em seguida, para cada camada do desenho, você atribui uma operação de usinagem (por exemplo: este retângulo é uma cavidade, este círculo é um furo) — trata-se de uma verdadeira abordagem CAM, não apenas um traçado de perfil.

🗂️
[CAPTURA DE TELA: caixa de diálogo de geração de G-code para fresa — camada com operação atribuída]
Atribuição da operação de usinagem a uma camada

12.4 Visualização, Cópia e Compartilhamento

Após a geração do programa, é aberta uma folha de visualização com a contagem de linhas e o código G em fonte monoespaçada, selecionável. Assim como no torno (Capítulo 11), o programa não é exibido automaticamente na tela de trabalho: você tem duas opções, Copiar (para a área de transferência) ou Compartilhar (salvar um arquivo programma.nc e abrir a folha de compartilhamento do sistema).

📄
[CAPTURA DE TELA: folha de visualização do G-code gerado pelo CAD/CAM da fresadora, com os botões “Copiar” e “Compartilhar”]
A prévia do programa gerado
💡
Para usar o programa no simulador, importe-o (Capítulo 16, Exportar e Importar um Programa) ou cole-o diretamente no editor EDIT da tela de trabalho. A vantagem de fazer isso de forma manual: você pode revisar e corrigir o G-code antes mesmo de carregá-lo.
Capítulo 13

Como CNC Code adapta o código às suas necessidades

Em uma máquina real, a mesma peça pode exigir um código G escrito de maneira diferente, dependendo do comando — Fanuc, Siemens, Heidenhain e Mazak utilizam “dialetos” ligeiramente diferentes. No jargão técnico, o componente que traduz um programa para o dialeto correto é chamado de pós-processador. No CNC Code, essa etapa é automática: você não precisa configurar nada, mas é importante entender o que acontece nos bastidores.

13.1 Não há nenhum botão para apertar

Ao contrário do que você poderia esperar de um software CAM profissional, no CNC Code não existe uma tela onde você “gera” um pós-processador . Não é necessário: o programa que você escreve manualmente (Capítulos 9-10) ou que gera a partir do CAD/CAM (Capítulos 11-12) é automaticamente escrito no dialeto correto, de acordo com a máquina e a marca que você escolheu no Painel Esquerdo antes de iniciar o simulador.

ℹ️
Em outras palavras: escolha o controlador, escreva ou desenhe a peça, e o G-code gerado já estará no formato adequado para aquela máquina — o cabeçalho do programa, o formato da troca de ferramenta, a sintaxe da árvore e dos ciclos de furação se ajustam automaticamente de acordo com a marca.

13.2 O que muda de um comando para outro

Alguns exemplos concretos do que muda automaticamente dependendo do dialeto escolhido (Fanuc e similares, Siemens, Heidenhain, Mazak):

ElementoO que pode mudar
Cabeçalho do programaNúmero do programa no formato O e %, ou no estilo Siemens, Heidenhain ou Mazatrol
Troca de ferramentaT0101 ou TX D1, TOOL CALL, TX M6, dependendo da verificação
ÁrvoreSintaxe padrão G96/G97, ou estilo “Siemens” com “LIMS”, ou estilo Heidenhain
Ciclos de furaçãoG81/G83 ou CYCLE81/83 (Siemens) ou CYCL DEF (Heidenhain)
Fim do programaM30, M30 + %, M02, END PGM, M99

Essa “tradução” ocorre tanto quando você escreve um programa manualmente na tela de trabalho, quanto quando o gera a partir do CAD/CAM (Capítulos 10-11) ou no assistente de configuração da máquina — sempre de forma transparente, de acordo com a marca ativa.

13.3 Por que é importante saber disso

Se você trocar de máquina ou marca no Painel Esquerdo e reabrir a mesma peça, o programa que você escreverá do zero poderá ter uma sintaxe ligeiramente diferente daquela a que você estava acostumado — não é um erro do simulador, é o mesmo dialeto que você encontraria ao passar de um Fanuc para um Siemens real na oficina. Este capítulo existe justamente para que você entenda de onde vem essa diferença, antes que isso pareça um comportamento estranho do aplicativo.

💡
Se você costuma trabalhar com várias marcas, é normal notar pequenas diferenças de sintaxe entre um programa e outro, mesmo tendo trabalhado na mesma peça: é justamente a adaptação automática ao comando que está fazendo seu trabalho.
Capítulo 14

Salvar um programa

No torno, existem duas maneiras de salvar seu trabalho, e a diferença é importante: um salvamento “leve”, que inclui apenas o código, e um salvamento “completo”, que inclui todo o ambiente de trabalho. Saber qual usar evita que você tenha surpresas desagradáveis ao reabrir um trabalho algum tempo depois.

14.1 Programa “Normal” ou “Completo”? — Torno

O que você salvaConteúdo
Apenas el programa O G-code de ambos os canais (CAN1/CAN2, se houver) — nada mais
Projeto completo Código G dos canais + tabela de ferramentas (torre e rack) + geometria do tarugo (diâmetro, comprimento, tubular, material) + tipo de máquina (árvore/cabeçote móvel) + origens da peça G54-G59 + unidades de medida + tipo de contraponto
ℹ️
Se você salvar apenas o “programa” e, amanhã, reabrir o mesmo arquivo em um tarugo diferente ou com ferramentas alteradas, o código continuará funcionando — mas as medidas e as referências que você havia definido naquele dia NÃO serão recuperadas. O “projeto completo”, por outro lado, te leva exatamente de volta ao estado em que você havia deixado o trabalho.

14.2 Como salvar — Tornio

No painel de comandos da tela de trabalho (Capítulo 7), pressione SALVAR. Aparece uma caixa de diálogo com três opções:

Caixa de diálogo “Salvar” — Salvar programa, Salvar projeto completo, Salvar na nuvem
A janela de salvamento, com as três opções
OpçãoO que ele pede
Salvar apenas o programaUm nome para o arquivo — salve o código de ambos os canais
Salvar projeto completoNome + uma descrição — salva todo o ambiente de trabalho
Salvar na nuvemSalve o projeto vinculado à sua conta, que também pode ser acessado em outro dispositivo

14.3 Sobre a fresadora

Na fresadora, o salvamento é mais simples: existe apenas o programa (o G-code puro). Não há um equivalente ao “projeto completo” do torno — as ferramentas, a peça em tarugo e as origens não são salvas junto com o código. Dê um nome ao programa e você o encontrará na lista de projetos da fresadora.

💡
Na fresadora, anote você mesmo em algum lugar (por exemplo, nos comentários no início do programa, entre parênteses) qual ferramenta e qual tarugo você usou — isso será útil quando você reabrir o programa.
Capítulo 15

Abrir um programa

Cada salvamento tem sua própria função — seja um programa normal ou um projeto completo, o resultado ao abri-lo muda de maneira coerente com o que você viu no capítulo anterior.

15.1 O botão IMPRT — Torno

No teclado de comandos, o botão IMPRT abre uma caixa de diálogo com cinco opções:

Diálogo Importar — Carregar projeto completo, Carregar programa a partir de arquivo, Programas de exemplo, Ciclos de trabalho, Importar da nuvem
A caixa de diálogo de carregamento, com as cinco opções
OpçãoO que faz
Carregar projeto completo Lista dos projetos salvos no .cncproj — TUDO é reaberto: código, ferramentas, arquivos tarugos, origens, exatamente como você os deixou
Carregar apenas o programa a partir do arquivo Abre a janela de seleção de arquivos do sistema operacional — restaura APENAS o código, sem alterar as ferramentas/arquivos tarugos/origens atuais
Exemplos Biblioteca de programas de demonstração prontos para uso, útil para aprender ou praticar rapidamente
Ciclos de Trabalho Assistente paramétrico que gera um código G, orientando você passo a passo (não se trata de uma simples chamada de arquivo)
Importar da nuvem Lista dos projetos salvos na sua conta, que também podem ser abertos em outro dispositivo
💡
O aplicativo já inclui 4 projetos de exemplo completos — Rosqueamento M8 Completo, Furação Central, Eixo Escalonado com Contraponto, Pino de Barra com Mandril Móvel — perfeitos para ver imediatamente como um projeto completo recria todo o ambiente de trabalho.

15.2 Sobre a fresadora

De acordo com o método mais simples de salvar (Capítulo 14), na fresadora, abra um programa da lista de projetos: você obterá apenas o G-code, que deverá ser carregado no editor como ponto de partida para o seu trabalho atual.

Capítulo 16

Exportar e importar um programa

Além de salvar o arquivo dentro do aplicativo, você pode exportar um programa fora a partir de CNC Code como arquivo, ou importar um arquivo criado em outro lugar. Útil para enviar um G-code a um colega, arquivá-lo ou prepará-lo para uma máquina real.

ℹ️
A exportação e a importação são funções Premium: sem uma licença ativa, o aplicativo exibe um aviso em vez de prosseguir.

16.1 Exportar um programa — Torno

O botão EXPRT no teclado de comando abre uma caixa de diálogo com três opções: apenas o Canal 1, apenas o Canal 2 ou ambos. O arquivo é salvo no formato .nc, com o nome gerado automaticamente a partir do número do programa (por exemplo, O1234 torna-se Programma_1234_CH1.nc).

Caixa de diálogo “Exportar Programa” — Arquivo .NC: Canal 1, Canal 2 ou Ambos
A caixa de diálogo de exportação do programa

O que acontece a seguir depende do dispositivo:

PlataformaComportamento
macOS / Windows / LinuxÉ aberto o painel de salvamento do sistema operacional para escolher onde salvar o arquivo
WebO arquivo começa a ser baixado pelo navegador
AndroidSeleção da pasta de destino (geralmente “Downloads”), com um aviso informativo prévio
iOSA folha de compartilhamento do sistema é aberta

Para o projeto completo, o procedimento é o mesmo, mas o arquivo exportado está no formato “.cncproj” (contém também ferramentas, peça em tarugo e origens, conforme visto no Capítulo 14).

16.2 Importar um programa — Torno

Na caixa de diálogo IMPRT (Capítulo 15), a opção “Carregar apenas o programa a partir de um arquivo” abre a janela de seleção de arquivos do sistema. O CNC Code é propositalmente flexível quanto aos formatos aceitos, para poder ler também arquivos criados por diferentes comandos reais:

Extensões aceitas
.nc · .txt · .cnc · .prg · .min · .tap · .mpf

Para o projeto completo, a importação aceita arquivos .cncproj gerados pelo aplicativo, bem como o simples .json.

16.3 Sobre a fresadora

ℹ️
Na fresadora, você pode exportar um programa (compartilhamento de um arquivo .nc por meio da janela de compartilhamento do sistema), mas não é possível importar a partir de um arquivo externo. Não se trata de uma omissão do manual: é uma limitação real da versão atual do aplicativo. Se você tiver um G-code criado em outro lugar para importar para a fresadora, por enquanto a única maneira é copiar o texto e colá-lo diretamente no editor EDIT.
Capítulo 17

Referência aos Códigos G — Torno TORNIO

A lista completa dos códigos G realmente implementados no interpretador Fanuc do módulo de torno — a implementação de referência do CNC Code. Nem todos os comandos reais suportam exatamente essa mesma sintaxe: use esta tabela como referência para o simulador, não como substituto do manual da sua máquina real.

ℹ️
Você também encontra uma lista interativa, pesquisável e com exemplos que podem ser copiados, diretamente no aplicativo: Painel Esquerdo → Lista de códigos G/M/Aux (Capítulo 5).

17.1 Movimento Básico

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G00G00 X.. Z..Movimento rápido, sem contatoG00 X50. Z2.
G01G01 X.. Z.. F..Interpolação linear em andamentoG01 X40. Z-20. F0.15
G02G02 X.. Z.. R.. F..Faixa horária (CW)G02 X30. Z-10. R5. F0.1
G03G03 X.. Z.. R.. F..Arco anti-horário (CCW)G03 X30. Z-10. R5. F0.1
G04G04 P.. (ms) ou G04 X.. (seg)Espera temporizada (dwell)G04 P500
G28G28 X.. / Z.. / U0 W0 / sozinhoRetorno à referência da máquina, no eixo especificado ou em todos os eixosG28 U0 W0
G30G30 P..Retorno à n-ésima posição de referência (P2 por padrão)G30 P2
G53G53 G0 X.. Z..Movimento nas coordenadas da máquina, ignora a origem ativa da peça (não modal)G53 G0 X200. Z50.
G31G31 Z.. F..Função de pular/digitação — avança até o contato da sondaG31 Z-50. F100

17.2 Coordenadas, unidades, origens

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G20G20Medidas en polegadasG20
G21G21Medida em milímetrosG21
G90G90 (sozinho)Coordenadas absolutas (modal)G90
G91G91Coordenadas incrementais (modal)G91
G17/G18/G19G17 / G18 / G19Seleção do plano de trabalho XY / ZX / YZG18
G54–G59G54 … G59Ative a origem da peça correspondenteG55
G10G10 L2 P.. X.. Z..Definir/atualizar uma origem da peça (P1=G54 … P6=G59) a partir do programaG10 L2 P1 X0 Z300.
G68.1G68.1 I.. J.. K..Ative o plano inclinado (rotação do sistema de coordenadas)G68.1 I0 J1 K0
G69.1G69.1Cancelar o plano inclinadoG69.1

17.3 Árvore e avanço

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G96G96 S..Velocidade de corte constante (CSS), S em metros/minutoG96 S180
G97G97 S..Rotações constantes da árvore (RPM diretas), cancela o CSSG97 S1200
G98G98Avanço por minuto (mm/min)G98
G99G99Avanço por rotação (mm/rotação) — típico no torneamentoG99
G50G50 S..Limite máximo de rotações da árvoreG50 S3000
ℹ️
G92 Apenas a palavra “S” tem o mesmo significado que “limite” árvore de G50 — mas atenção: G92 com X/Z na linha é algo totalmente diferente, trata-se do ciclo de rosqueamento de passagem única (ver §17.7).

17.4 Compensação da ferramenta

CódigoFunção
G40Cancelar a compensação do raio da ferramenta
G41Compensação do raio da ferramenta à esquerda do perfil
G42Compensação do raio da ferramenta à direita do perfil
G43 / G49Aceitos, mas ignorados: no torno, a compensação de comprimento já é gerenciada pela tabela de ferramentas
G80Exclua qualquer ciclo fixo ativo (G71/G72/G73/G74/G75/G76/G83/G84/G85/G88/G89/Sistema A)

17.5 Ciclos de desbaste e acabamento (G70-G73)

O método mais eficaz para desbaste de um perfil: basta definir o perfil final entre duas sequências N, e o ciclo calcula sozinho todas as passes necessárias. Sintaxe completa testada no exemplo do Capítulo 9.

CódigoSintaxeFunção
G71Bloco 1: G71 U.. [R..] — Bloco 2: G71 P.. Q.. U.. W.. F.. (ou em uma única linha: D..)Desbaste longitudinal: U = profundidade radial por passe, R = recuo, P/Q = sequências do perfil final, U/W = sobremetal no acabamento
G72Bloco 1: G72 W.. [R..] — Bloco 2: idêntico ao G71Desbaste frontal (facing): igual ao G71, mas o bloco 1 usa W (profundidade axial) em vez de U
G73Bloco 1: G73 U.. W.. R.. — Bloco 2: idêntico ao G71Desbaste com padrão repetido, segue o contorno da peça em tarugo (útil para peças forjadas/fundidas); R = número de repetições
G70G70 P.. Q..Acabamento: repassa, na velocidade de acabamento, o perfil definido entre as sequências P/Q de um G71/G72/G73 anterior

Exemplo G71 com dois blocos (como no Capítulo 9):

G71 U2.0 R0.5
G71 P10 Q20 U0.3 W0.1 F0.15
💡
Em um antigo Fanuc 0T ou em alguns comandos escolares, G71/G72 também aceitam uma única linha com a profundidade passada em D em vez de no bloco 1: G71 P10 Q20 U0.3 W0.1 D2000 F0.15. A regra para D é: sem ponto decimal, a medida é em mícrons (D2000 = 2 mm); com o ponto, é em milímetros (D2.0). CNC Code aceita ambas as formas.

17.6 Ciclos axiais de furação, rosqueamento com macho e alargamento (eixo Z)

Todos em dois blocos: o bloco 1 apenas com o plano de retirada R e, em seguida, o bloco 2 com a cota final.

CódigoBloco 1Bloco 2Função
G74G74 R..G74 Z.. Q.. F..Furação/passadas axiais com remoção parcial de cavacos (Q = passada)
G83G83 R..G83 Z.. Q.. F..Furação profunda com retração completa no plano R a cada passada (diferente do G74)
G81—G81 Z.. R.. F.. (linha única)Furação simples sem arranhões: avanço rápido em R, avanço até o fundo, retorno rápido
G84G84 R..G84 Z.. F..Rosqueamento com macho axial síncrono — F = passo da rosca, inversão automática ao atingir o fundo
G85G85 R..G85 Z.. F..Alargamento/barrenagem axial — avanço tanto na entrada quanto na saída

Exemplo G83:

G83 R2.
G83 Z-45. Q5000 F0.15

17.7 Ciclos radiais no diâmetro (eixo X)

A mesma lógica dos ciclos axiais, mas no eixo X — peça orientada em C, ferramenta motorizada no mandril radial:

CódigoBloco 1Bloco 2Função
G75G75 R..G75 X.. Z.. P.. Q.. F..Canais radiais no diâmetro, inclusive múltiplos (Q = distância entre um canal e outro)
G88G88 R..G88 X.. F..Rosqueamento com macho no diâmetro (equivalente radial da G84)
G89G89 R..G89 X.. F..Alargamento radial no diâmetro (par radial do G85)
ℹ️
Se você digitar G84 ou G85 com um X em vez de um Z, o simulador sinaliza o erro e sugere G88/G89: são ciclos diferentes, não variantes da mesma linha.

17.8 Rosqueamento

CódigoSintaxeFunção
G32G32 Z.. F..Rosqueamento de passagem única, manual (sem ciclo automático)
G76Bloco 1: G76 P.. [Q..] [R..] — Bloco 2: G76 X|U.. Z|W.. P|K.. Q|D.. F|E.. [R|I..] [A..]Ciclo automático de rosqueamento em múltiplas passagens — palavras aceitas em qualquer ordem, tanto em 2 blocos quanto em uma única linha (estilo 0T)

Exemplo clássico G76 (2×45° a 60°, passo de 1,5 mm):

G76 P010060 Q100 R0.05
G76 X47.62 Z-20. P1190 Q400 F1.5

No bloco 1, P010060 , os valores são lidos em pares: 01 = número de passeios de acabamento, 00 = retração em décimos de passo, 60 = ângulo da rosca em graus.

17.9 Ciclos do “Sistema A” — G90, G92, G94 como ciclos

ℹ️
Atenção: esses códigos também têm outros significados (G90 = coordenadas absolutas, G92 = limite da árvore, consulte §17.2-16.3) — tornam-se ciclos SOMENTE quando a linha contém um ponto de chegada X/U/Z/W. São modais: uma linha subsequente contendo apenas X/Z repete o ciclo com os novos valores; um G de movimento o cancela.
CódigoSintaxeFunção
G90 (ciclo)G90 X.. Z.. [R..] F..Ciclo de torneamento cilíndrico/cônico — uma passe completa (rápido, avanço, retorno)
G92 (ciclo)G92 X.. Z.. F.. [R..]Uma passe de rosqueamento — versão simplificada do G76; a conicidade R é lida, mas não simulada
G94 (ciclo)G94 X.. Z.. [R..] F..Ciclo de faceamento — uma passe completa na cara

Exemplo de modo (G90 repetido em vários diâmetros sem reescrever o código):

G90 X45. Z-30. F0.2
X40. Z-30.
X35. Z-30.

17h10 Ciclo Especial — Recarga da Barra (Tsugami)

CódigoSintaxeFunção
G900G900 D.. Z.. S.. X.. T.. F.. W.. V.. R..Ciclo automático de recarga da barra — apenas em máquinas com contra-fuso/barra passante do tipo Tsugami
Capítulo 18

Referência aos Códigos G — Fresadora FRESA

A lista completa dos códigos G efetivamente implementados no interpretador Bennet (dialeto Fanuc 0i-MD) do módulo da fresadora. A fresadora possui eixos configuráveis além de X/Y/Z: um 4º eixo opcional (padrão: letra C, mesa rotativa) e um 5º eixo opcional (padrão: letra A, cabeça/berço basculante) — se o programa utilizar uma letra não configurada na máquina ativa, o interpretador emite um aviso sem interromper a execução.

ℹ️
Você também encontra uma lista interativa, pesquisável e com exemplos que podem ser copiados, diretamente no aplicativo: Painel Esquerdo → Lista de códigos G/M/Aux (Capítulo 5).

18.1 Movimento

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G00G00 X.. Y.. Z..Movimento rápido nos 3 eixosG00 X50. Y30. Z10.
G01G01 X.. Y.. Z.. F..Interpolação linear em andamentoG01 X100. Y50. F300
G02G02 X.. Y.. I.. J.. F.. (plano G17) ou pelo e-mail R..Interpolação circular horária — I/J = centro em relação ao ponto de partida, R = raio (R > 0, arco ≤ 180°, R < 0, arco > 180°)G02 X50. Y0 I-25. J0 F150
G03como G02Interpolação circular no sentido anti-horárioG03 X0 Y25. I-25. J0 F150
G04G04 P.. (ms) ou G04 X../U.. (seg)Espera temporizada, no máximo 600.000 msG04 P500

Os arcos também funcionam nos planos G18 (com I/K) e G19 (com J/K), não apenas no G17.

18.2 Seleção de plano, unidade e coordenadas

CódigoFunção
G17Plano de trabalho XY (padrão, quase todas as usinagens)
G18Andar ZX
G19Andar YZ
G20Medidas en polegadas
G21Medida em milímetros (padrão)
G90Coordenadas absolutas (padrão)
G91Coordenadas incrementais

18.3 Devoluções de máquinas e origens das peças

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G28G28 o G28 X.. Y.. Z..Retorno automático ao ponto zero-máquina (Z sobe primeiro, depois X/Y); com coordenadas, passa por um ponto intermediárioG28 Z0
G53G53 X.. Y.. Z.. (linha única, não modal)Movimento em coordenadas absolutas da máquina; ignora a origem ativa da peçaG53 Z0
G54–G59G54 … G59Selecione uma das 6 origens da peça armazenadasG54
G54.1G54.1 P.. (n 1–48)Origens da peça estendidas, além das 6 padrãoG54.1 P12
G92G92 X.. Y.. Z..Defina a origem atual para que a posição atual corresponda às coordenadas indicadasG92 X0 Y0 Z0
G52G52 X.. Y.. Z..Origem local, somada à G54-59 ativaG52 X10. Y5.
G68 / G69G68 X.. Y.. R.. / G69Rotação do sistema de coordenadas no plano XY em R graus em torno de um centro; G69 a cancelaG68 X0 Y0 R45. ... G69

18.4 Compensação do comprimento e do raio da ferramenta

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G43G43 Z.. H..Compensação de comprimento positivo, registro H = deslocamento Z da ferramentaG43 Z50. H3
G44G44 Z.. H..Compensação de comprimento negativoG44 Z50. H3
G49G49Cancelar a compensação de comprimentoG49
G40G40Cancelar compensação de raioG40
G41G41 D..Compensação à esquerda do sentido de avanço, registro D = raio da ferramentaG41 D1 X50. Y0
G42G42 D..Alinhamento à direitaG42 D1 X50. Y0

Exemplo prático completo no Capítulo 10.

18.5 Avanço e árvore

CódigoFunção
G94Avanço por minuto (padrão)
G95Avanço por volta
G96Velocidade de corte constante (CSS)
G97Rotações constantes (padrão)
G98Ao final do ciclo fixo, retorna ao plano inicial (cota Z antes do ciclo)
G99Ao final do ciclo fixo, retorna ao plano R (padrão)

18.6 Ciclos fixos de furação, rosqueamento com macho e alargamento

Plano ativo para XY, R = cota de segurança, Z = cota do fundo do furo, F = avanço. Repita apenas a posição XY nas linhas seguintes para repetir automaticamente o ciclo ativo (furação múltipla). Cancelado por G80.

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
G80G80Cancelar o ciclo fixo ativoG80
G81G81 X.. Y.. Z.. R.. F..Furação simples: avanço rápido em R, avanço em Z, retorno rápidoG81 X20. Y20. Z-15. R2. F100
G82G82 X.. Y.. Z.. R.. P.. F..Furação com espera no fundo (P em ms) antes do retorno rápidoG82 X20. Y20. Z-15. R2. P500 F100
G83G83 X.. Y.. Z.. R.. Q.. F..Furação profunda por passes, com descarga completa a cada passeG83 X20. Y20. Z-30. R2. Q5. F80
G73G73 X.. Y.. Z.. R.. Q.. F..Furação com quebra de cavacos: ranhuras com recuo curto (1 mm)G73 X20. Y20. Z-30. R2. Q3. F100
G84G84 X.. Y.. Z.. R.. F..Rosqueamento com macho à direita: CW no parafuso, inversão CCW na saída (F = passo × rotações)G84 X20. Y20. Z-15. R5. F125
G74G74 X.. Y.. Z.. R.. F..Rosqueamento com macho à esquerda: CCW na entrada, CW na saídaG74 X20. Y20. Z-15. R5. F125
G85G85 X.. Y.. Z.. R.. F..Alargamento: avanço tanto na entrada quanto na saídaG85 X20. Y20. Z-15. R2. F80
G86G86 X.. Y.. Z.. R.. F..Alargamento: avanço na entrada, árvore para no fundo, saída rápidaG86 X20. Y20. Z-15. R2. F80
G89G89 X.. Y.. Z.. R.. P.. F..Alargamento com espera no fundo (P em ms), seguido de saída em avançoG89 X20. Y20. Z-15. R2. P300 F80
G76G76 X.. Y.. Z.. R.. Q.. P.. F..Alargamento de precisão: entrada com avanço, espera, orientação da árvore, deslocamento Q no diâmetro, saída rápidaG76 X20. Y20. Z-20. R2. Q0.3 F60
Capítulo 19

Referência aos Códigos M

As funções auxiliares (M) controlam tudo o que não é um movimento: árvore, fluido de corte, troca de ferramenta, fim de programa e — no torno — pinças, contraponto, eixo C e sincronização entre os dois canais. A lista está dividida por máquina, pois os códigos implementados são diferentes entre o torno e a fresadora.

19.1 Códigos M — Torno TORNIO

O torno possui dois canais independentes (torre 1 = Canal 1, árvore secundária/torre 2 = Canal 2): muitos códigos relacionados à árvore, pinças, ferramenta acionada ou fluido de corte apresentam comportamento diferente dependendo do canal que os executa — indicado caso a caso.

Controle do programa

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
M00M00Parada do programa, aguardando o operador (CYC START para retomar)M00
M01M01Parada opcional — para somente se o interruptor OPT STOP estiver ativadoM01
M02M02Fim do programa: para a árvore e a ferramenta acionada, fecha o canalM02
M30M30Fim do programa + aumenta o contador de peças concluídasM30
M98M98 P.. [L..]Chama um subprograma, repetido L vezes (padrão: 1)M98 P1002 L3
M99M99Retorno do subprograma (ou fim do ciclo, se estiver dentro de um G7x)M99

Mandril e árvore secundária

CódigoSintaxeFunçãoExemplo
M03M03 S..Mandrino horário — o canal 1 controla a árvore principal, e o canal 2, a árvore secundáriaM03 S1500
M04M04 S..Árvore anti-horária, mesma lógica do canal do M03M04 S800
M05M05Parada da árvore (principal ou árvore secundária, dependendo do canal)M05
M19M19 [C..]Orientação da árvore; com C e sem movimento linear, orienta-se no ângulo absoluto indicadoM19 C0
M20M20Libera a orientação definida pelo M19M20
M52M52 [S..]Rotação da árvore secundária no sentido horárioM52 S1200
M53M53 [S..]Rotação da árvore secundária no sentido anti-horárioM53 S1200
M103 / M104 / M105M103 / M104 / M105Árvore secundária CW / CCW / parada (chamada direta, independente do canal)M103
M113 / M114M113 / M114Árvore secundária CW/CCW + fluido de corte ativado de uma só vezM113

Troca de ferramenta

CódigoFunçãoExemplo
M06No torno, ele não executa nenhuma ação por conta própria: a troca de ferramenta já é controlada pela palavra-chave T (T0101); o comando M06 é aceito apenas por motivos de compatibilidadeT0202 M06

Fluido de corte

CódigoFunção
M07Fluido de corte por névoa (mist) LIGADO
M08Fluido de corte externo (jato cheio) LIGADO
M09O fluido de corte fecha tudo (tanto o M07 quanto o M08)
M86 / M87Fluido de corte interno para a árvore da cabeça: LIGADO / DESLIGADO
M88 / M89Fluido de corte interno para a árvore secundária: LIGADO / DESLIGADO
M108 / M109Fluido de corte para a árvore secundária: LIGADO / DESLIGADO (chamada direta)

Pinças e castanhas

CódigoFunção
M10 / M11Apertar/desbloquear a pinça da árvore principal — somente pelo canal 1
M21Trava traseira com placa de autocentragem
M68 / M69Fechamento/abertura da pinça da árvore secundária — somente pelo canal 2
ℹ️
M10/M11 do canal 2, ou M68/M69 do canal 1, geram o alarme PS0015 — cada par de pinças responde apenas ao seu próprio canal.

Ferramenta motorizada (live tooling)

CódigoFunção
M13 / M23Ferramenta motorizada CW (torre 1; o canal 2 controla a torre 2)
M14 / M24Ferramenta motorizada CCW
M15 / M25Parada da ferramenta motorizada
M203 / M204 / M205Variante “estilo Fanuc” do M13/M14/M15
M123 / M124 / M125Ferramenta motorizada secundária (torre 2) CW / CCW / parada (chamada direta)

Contraponto, eixo C, eixo B

CódigoFunção
M78 / M79Avançar / recuar o contraponto
M50 / M51Ativa/desativa o eixo C da árvore principal (modo de fresamento/torneamento interpolado)
M54 / M55Ativa/desativa o eixo C da árvore secundária
M80 / M81Bloquear/desbloquear o eixo B (torre giratória)

Portas da cabine, função de sobreposição, sensor, sincronização

CódigoFunção
M84 / M85Abrir/fechar as portas da cabine (apenas simulação visual)
M48 / M49Ativa/desativa as substituições de avanço e velocidade
M165 / M166Ativar/desativar o sensor térmico da cabeça da árvore (simulação)
M500 / M501Início/fim da espera pela sincronização entre os dois canais — o canal fica parado até que o outro também chegue ao seu M501
M901Redefinir configuração dos 5 eixos: desativa o plano inclinado G68.1 e o eixo C (principal e árvore secundária), zera o ângulo C
💡
O ciclo de recarga automática da barra não é um M-code: é o G900 (ver Capítulo 17, §17.10), reservado para controles com contra-fuso/barra passante do tipo Tsugami.

19.2 Códigos M — Fresadora FRESA

CódigoCategoriaFunçãoExemplo
M00ProgramaParada programada; retoma com CYC STARTM00
M01ProgramaParada opcional (somente se OPT STOP estiver ativado)M01
M02ProgramaFim do programa: para a árvore/avanço/fluido de corte, conta a peça, rebobinaM02
M03ÁrvoreÁrvore no sentido horário (CW) — sem S programado, inicia a 500 rotações com avisoM03 S2000
M04ÁrvoreÁrvore anti-horária (CCW)M04 S1500
M05ÁrvoreParada da árvore do mandrilM05
M06FerramentaTroca de ferramenta: avança rápido, inicia a troca, monta a ferramenta da T atualT3 M06
M07Fluido de corteFluido de corte por névoa (mist)M07
M08Fluido de corteFluido de corte externo (jato)M08
M09Fluido de corteFluido de corte desligado (ambos)M09
M19ÁrvoreOrientação da árvore (posição angular fixa, também utilizada internamente pela G76)M19
M30ProgramaComo o M02, com rebobinagemM30
M48SubstituiçãoRestaura as substituições de velocidade/avançoM48
M49SubstituiçãoDesativar as substituições (bloqueadas a 100%)M49
M98SubprogramaChama o subprograma P, repetido L vezes (padrão: 1)M98 P1010 L3
M99SubprogramaRetorno do subprograma ao chamadorM99
ℹ️
No Dry Run (simulação a vazio), os códigos M03/M04/M07/M08 são ignorados — a árvore e o fluido de corte não são realmente acionados — enquanto os códigos M05/M09 permanecem válidos.

Fim da documentação

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